Pesquisar este blog

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estudos recentes ajudam a melhor entender a dislexia

Estudos recentes ajudam a melhor entender a dislexiaA dislexia é o transtorno de aprendizagem com maior incidência nas salas de aula. Trata-se de um transtorno específico e persistente da leitura e da escrita, caracterizado por um inesperado e substancial baixo desempenho da capacidade de ler e escrever, apesar da adequada instrução formal recebida, da normalidade do nível intelectual e da ausência de déficits sensoriais. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 5% e 17% da população mundial é disléxica.

O grande impacto desse transtorno na população tem motivado diversos estudos sobre o assunto e algumas pesquisas recentes, como um estudo sobre a dificuldade dos disléxicos de associarem as pessoas às suas vozes, têm ajudado a compreender melhor a sua causa. Novas evidências têm demonstrado que o nível de QI (Quociente de Inteligência) não deve ser considerado para o diagnóstico da dislexia e também estão conduzindo a novas técnicas para o diagnóstico precoce através do uso de neuroimagem.

Como foi mencionado anteriormente, a definição generalizada da dislexia considera que os disléxicos possuem um nível intelectual dentro da normalidade, mas pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, comprovaram que pessoas com dificuldade de leitura possuem o mesmo padrão de ativação cerebral, independente do nível de QI. Essa descoberta oferece evidência biológica de que o QI não deve ser enfatizado no diagnóstico de habilidades de leitura, contradizendo a prática comum de utilizar o QI como fator auxiliar para definir e diagnosticar a dislexia.

Para entender melhor o que acontece nos cérebros de pessoas com baixa habilidade de leitura e sua relação com o nível de QI, os pesquisadores se voltaram para recursos de imagem, a ressonância magnética funcional. Para isso eles avaliaram um grupo de 131 crianças com idades entre 7 e 16 anos classificados em três grupos: fraca leitura com QI normal, fraca leitura com baixo QI, e leitura normal com QI normal. Os grupos foram submetidos a um teste envolvendo rimas enquanto passavam pela ressonância magnética.

Os resultados mostraram que os dois grupos de crianças com fraca leitura tiveram um desempenho parecido no teste de rimas, porém muito inferior ao do grupo de crianças com leitura normal. E as imagens indicaram que os padrões cerebrais dos grupos de fraca leitura eram também parecidos na maior parte do tempo, ao contrário do grupo com leitura normal.
Os pesquisadores ressaltam que essa descoberta soma a diversas outras evidências que indicam que uma criança com dificuldade na leitura, independentemente do seu nível de QI, deve ser estimulada a procurar intervenção específica para leitura. Esses novos resultados chegam num momento em que estudos comportamentais recentes mostram que as dificuldades no processamento do sistema sonoro da linguagem, que geralmente leva a dificuldades para conectar os sons da linguagem às letras, são similares em pessoas com baixa habilidade de leitura, independentemente do QI.

Isso fica mais claro em outro estudo recente, que descobriu que pessoas com dislexia têm dificuldade para distinguir pessoas pelas suas vozes. Isso se deve à dificuldade do disléxico de reconhecer as diferenças fonéticas, as propriedades físicas da fala que torna exclusiva a voz de uma pessoa, independentemente do idioma. A causa provável é que eles sofrem de comprometimento fonológico.

Para chegar a essa descoberta, os cientistas do MIT, nos EUA, treinaram pessoas com e sem dislexia para reconhecer as vozes de pessoas falando seus idiomas nativos, no caso o inglês, e também um idioma desconhecido deles, o mandarim. Em cada idioma, os participantes aprenderam a associar as vozes dos falantes a personagens diferentes e depois foram testados na habilidade de identificar corretamente as vozes.

Os cientistas descobriram que os disléxicos eram significativamente piores em consistentemente reconhecer as vozes no idioma inglês, porém eram tão ruins quanto os não disléxicos em reconhecer as vozes no idioma chinês.

O resultado reafirma a teoria de que o déficit da dislexia não está no ato da leitura em si, mas na verdade envolve dificuldades de como os sons da língua falada são ouvidos e processados no cérebro do disléxico. Porém, o que as teorias sobre dislexia ainda não foram capazes de explicar convincentemente, de acordo com os pesquisadores, é por que não há dificuldade aparente na habilidade das pessoas com dislexia de perceber e produzir a fala.
Muitas pesquisas demonstram que pessoas com dislexia têm mais dificuldade de compreender a fala quando existe ruído ao redor. Esses resultados sugerem que a dificuldade de se seguir uma voz específica pode ser parte da causa. Então, professores e demais educadores devem ser sensíveis a isso durante as suas aulas, uma vez que o barulho dos outros alunos pode tornar desproporcionalmente difícil para alunos disléxicos acompanharem o que está sendo ensinado.
Apesar de a dislexia ser uma condição hereditária, segundo o Instituto ABCD, o disléxico responde às intervenções terapêuticas e educacionais específicas, mesmo que lentamente. Somente com intervenções adequadas pode-se melhorar o desempenho em leitura e escrita, que também podem ser beneficiadas por diversos fatores facilitadores como a precocidade do diagnóstico, e o ambiente familiar e escolar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O que a Programação Neurolinguística - PNL pode fazer por você?

 A PNL trabalha em diversas áreas e pode você ajudar a:

 
  • Melhorar a auto-estima e confiança. 
  • Re-significar comportamentos e hábitos improdutivos.
  • Atingir mais facilmente os objetivos/metas, como por exemplo, emagrecer, deixar de fumar, etc.
  • Tomar decisões mais produtivas, escolher o melhor caminho.
  • Re-significar experiencias do passado que o impedem de ir adiante e ajudar a construir um caminho mais adequado.Alcançar a transformação que deseja para a sua vida.
  • Re-significar e transformar convicções ou crenças que o impendem atingir suas metas.
  • Tratar fobias, medos e inibições.
  • Reestruturar emoções como raiva  e  ódio.
  • Melhorar  relacionamentos e comunicações.
 

A PNL pode ser utilizada com propósitos terapêuticos ou para aprimorar o desenvolvimento pessoal, profissional e escolar.

 
Magna de Oliveria Melo
Psicopedagoga/ Neuroeducadora/ Mestre em Programação Neurolinguística

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Programação NeuroLinguística e Deficit de Atenção

Uma nova Definição do DDA

Meu teste para descobrir o verdadeiro portador de DDA é dar a ele uma tarefa simples a fazer com a sua mente. Uma destas tarefas é: conseguir uma imagem interna de uma palavra que ele já saiba como soletrar e manter essa imagem fixa enquanto ele soletra a palavra de trás para diante (da direita para a esquerda).
Eu aumento gradualmente o tamanho da palavra até que tenhamos uma palavra bem comprida (dependendo da idade dele). O portador de DDA não será capaz de manter a imagem fixa o tempo suficiente para fazer isto. A palavra vai voar, apagar-se, pular em volta ou simplesmente desaparecer! Ele não pode controlar a imagem.
Algumas pessoas que não são portadores de DDA também não conseguem soletrar palavras ou números de trás para frente. Para eles, entretanto, isso é simplesmente uma questão de aprender como fazer isso e não que a palavra desapareça ou que esteja fora de controle em suas mentes.
Eu encontrei muitos alunos que foram mal diagnosticados com o rótulo do DDA. Os sintomas de comportamento enquadram-se em muitos estudantes os quais estão aborrecidos na escola ou que estão apresentando outros problemas de comportamento. Muitas vezes, ensinando aos alunos como aprender na escola, como se concentrar, como se organizar, como estabelecer prioridades e/ou como ter uma melhor atitude na escola, as causas dos sintomas somem.
Ensinar pais, professores e alunos como se comunicar melhor parece ajudar em muito. Também descobri, que é importante, procurar inicialmente por alergias, principalmente de comida, e verificar a quantidade de açúcar ingerida e/ou comidas tipo lanches e salgadinhos. Também descobri os sintomas do DDA em indivíduos de todas as idades os quais foram infectados com o germe do fungo “Candida Albicans”.
Por causa disto eu adaptei a minha definição do DDA. Para mim, o portador de DDA tem a inabilidade de controlar a sua mente. Ele não consegue controlar a sua mente e não consegue fazer nada sobre isso. Essa inabilidade em controlar a sua mente conduz a todos os sintomas mencionados anteriormente.
O verdadeiro portador de DDA ainda precisa aprender as coisas mencionadas antes como aprender e ter uma melhor atitude própria em relação a escola, etc. Entretanto, antes de aprender essas coisas, eles precisam aprender como controlar suas mentes.
Fonte:http://site.suamente.com.br/intervencoes-da-pnl-que-funcionam-no-disturbio-do-deficit-de-atencao-dda/


Para mais orientações ou informações sobre tratamentos acesse:

http://www.terapiaseaprendizagem.com.br/atendimentos-online

A insustentável levesa da memória

Você confia na sua memória? Tente se lembrar de algum acontecimento traumático na sua vida. Você consegue se lembrar onde estava? Quem estava com você? E como você se sentiu durante o evento? Você provavelmente esteja muito confiante dessas memórias, mas nossas lembranças não são tão precisas quanto nós imaginamos.
Especialistas explicam que a memória muitas vezes não é armazenada de maneira completa ou pode até ser armazenada de maneira equivocada. Além disso, é possível modificar uma memória durante o processo em que ela é recordada e isso até pode ser usado em terapias. Existem até drogas com o poder de apagar totalmente a memória de longo prazo de uma pessoa ou de fortalecê-la.

Elizabeth Phelps, da Universidade de New York nos EUA, explica que memórias de eventos traumáticos são armazenadas principalmente numa região do cérebro chamada de amídala, um centro de processamento de emoções do cérebro particularmente envolvido com o medo. A amídala foca tão pesadamente nas emoções que ela acaba não armazenando adequadamente os detalhes do evento. Estudos de imagem cerebral com voluntários americanos têm demonstrado que, quando eles pensam sobre o ataque às Torres Gêmeas no fatídico 11 de setembro, há uma grande ativação da amídala, enquanto a ativação do parahipocampo, região do cérebro importante para resgatar detalhes, é baixa.

O problema é que essas lembranças falhas podem ter graves consequências, pois às vezes combinamos os detalhes de nossas experiências incorretamente. Um exemplo disso foi o de Donald Thompson, um psicólogo e especialista em memória, que foi acusado de um estupro brutal. Mas por sorte de Thompson, ele tinha um álibi inquestionável. Ele estava dando uma entrevista ao vivo na televisão sobre memórias não confiáveis no momento do crime. A mulher estava assistindo à entrevista quando foi estuprada e acabou confundindo o rosto de Thompson com o do estuprador. De acordo com Daniel Schachter, professor de psicologia em Harvard, esse tipo de memória confiável mal atribuída é uma das causas mais frequentes de acusações erradas.

Nossas memórias mudam toda vez que pensamos sobre um evento do passado. Quando nossos cérebros armazenam memórias, elas passam por um processo de consolidação e, enquanto o processo não é concluído, as memórias permanecem frágeis. Toda vez que recordamos algo, criamos oportunidades de mudar ou atualizar o que resgatamos. Este processo nos permite deixar nossas memórias mais precisas na medida em que adicionamos novas informações a elas, explica o professor da Universidade do Arizona Lynn Nadel.

A reativação da memória pode fortalecer, mudar ou atualizar nossas lembranças, e pode ser usada no tratamento de pessoas que sofrem de distúrbio de estresse pós-traumático. Quando resgatamos memórias e não fazemos nada para diminuir seu impacto, o medo se torna maior, mas quando novas informações são adicionadas à memória, o medo pode diminuir.

Terapias químicas também podem algum dia diminuir o impacto emocional negativo das memórias. Em 2006, o pesquisador Todd Sacktor, descobriu uma proteína responsável pelo processo de armazenar memórias de longo prazo. Pesquisas indicaram que aplicando mais dessa proteína fez com que memórias de longo prazo fossem fortalecidas.

Pesquisadores desenvolveram uma droga, chamada de ZIP, que inibe essa proteína e, em testes feitos com ratos, permitiu com que eles apagassem as memórias de longo prazo desses ratos. Tratamentos usando essa droga, o ZIP, seriam antiéticos em humanos, pois os pesquisadores não conseguem atacar uma memória específica e, consequentemente, apagariam todas as memórias de longo prazo de uma pessoa.

Mesmo sabendo que não podemos confiar cegamente em nossa memória, é importante lembrarmos que nossa habilidade de memorizar pode ser melhorada com a prática e o treino frequente com jogos de memória é uma ótima maneira de exercitarmos essa habilidade tão importante para nossas vidas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Que som é esse?

Crianças com dislexia têm dificuldade em diferenciar a língua falada de outros ruídos

Dentro da sala de aula os sons se misturam: conversas em voz alta, barulho de papel e arrastar de cadeiras, e, ainda assim, a maioria das crianças consegue acompanhar a voz do professor. Porém, para vários alunos com dificuldades de leitura isso não acontece. O que foi dito se perde em meio ao barulho, e eles não conseguem distinguir todos os outros sons a sua volta.

Segundo neurocientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, a raiz do problema está no tronco encefálico: em crianças disléxicas essa área aparentemente não reage bem. Os pesquisadores estudaram 30 crianças com idade entre 8 e 13 anos, das quais metade sofria de distúrbios de leitura.

Os participantes assistiram a um filme escolhido por eles ao mesmo tempo que ouviam a sílaba “da” no fone de ouvido. Com a ajuda de eletrodos os pesquisadores registraram a atividade cerebral das crianças. Em um segundo teste, os voluntários repetiam frases inteiras que lhes eram ditas, e o volume do barulho que estava ao fundo, usado para distraí-los, aumentava gradativamente.

Os resultados foram os esperados: apesar de todas as crianças terem se concentrado no filme, o cérebro dos voluntários sem distúrbios percebeu a sílaba pronunciada com grande exatidão, fato percebido pela linearidade do padrão no eletroencefalograma (EEG). Em crianças com dislexia, esse sinal não ocorreu e o desempenho no segundo teste foi pior do que nas demais.

O tronco encefálico funciona como primeiro ponto de conversão de sinais acústicos depois que o ouvido interno transformou as ondas sonoras em impulsos elétricos. Crianças disléxicas aparentemente têm nesse estágio inicial do processamento sensorial problemas relevantes para diferenciar a fala de outros ruídos ambientes, explica o neurocientista Bharath Chandrasekaran, coordenador do estudo.

Essas descobertas podem explicar o resultado de outros estudos que demonstraram que a dislexia muitas vezes surge associada a uma percepção acústica ruim da fala. Os pesquisadores sugerem que os professores podem ajudar crianças com esse distúrbio: alunos disléxicos deveriam sentar-se na frente do professor para acompanhar melhor a explicação e, em casos mais graves, usar aparelho auditivo adaptado.

viver  mente e cérebro- agosto de 2010







sexta-feira, 6 de maio de 2011

Déficit de atenção - Uso exagerado do medicamento para TDAH

PATRÍCIA BRITTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Quase 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros que tomam remédios para deficit de atenção não tiveram diagnóstico correto.
O dado é de um estudo de psiquiatras e neurologistas da USP, Unicamp, do Instituto Glia de pesquisa em neurociência e do Albert Einstein College of Medicine (EUA), que será apresentado no 3º Congresso Mundial de TDAH (transtorno de deficit de atenção e hiperatividade), no fim do mês, na Alemanha.
A pesquisa colheu dados de 5.961 jovens, de 4 a 18 anos, em 16 Estados do Brasil e no Distrito Federal.
Os autores aplicaram questionários em pais e professores para identificar a ocorrência do transtorno, tendo como base os critérios do DSM-4 (manual americano de diagnóstico em psiquiatria).
As informações foram comparadas aos relatos dos pais sobre o diagnóstico que seus filhos receberam de outros profissionais, antes do período das entrevistas.
Só 23,7% das 459 crianças que haviam sido diagnosticadas com deficit de atenção realmente tinham o transtorno, segundo os critérios do manual. Das 128 que tomavam remédios para tratá-lo, só 27,3% tinham o problema, segundo os pesquisadores.
"Isso mostra que há muitos médicos prescrevendo o remédio, mas que não conhecem bem o problema", diz o neurologista Marco Antônio Arruda, coautor do estudo e diretor do Instituto Glia.
O remédio usado para tratar o transtorno é o metilfenidato, princípio ativo da Ritalina e do Concerta. A substância é da família das anfetaminas e age sobre o sistema nervoso central, aumentando a capacidade de concentração.
Entre os efeitos colaterais causados pela droga estão taquicardia, perda do apetite e o desenvolvimento de quadro bipolar ou psicótico em pessoas com predisposição.

Ouça a entrevista do neurologista Marco Antônio Arruda para a rádio CBN.
Magna Oliveria Melo
Neuroeducadora e Psicopedagoga

Déficit de atenção - Uso exagerado do medicamento para TDAH - (áudio) Pesquisa mostra que 75% dos usuários de medicamentos para deficit de atenção teve diagnóstico errado