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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Timidez: tem jeito?

Timidez tem jeito?



A timidez é tida como um sério problema enfrentado pelas pessoas para que ela consiga atingir um desenvolvimento pessoal satisfatório. Mas podemos vencer a timidez. É possível que muitas pessoas de alguma forma sejam tímidas, por mais desinibidas que pareçam, podem sim apresentar algum fragmente de timidez em algumas áreas e fazer a pessoa deixar de utilizar todo o seu potencial. 
 
Susan Leibig criadora do Instituto de neuroeducação em SP, garante que todo mundo é tímido ou, pelo menos, tem focos de timidez. Para ela, a humanidade se divide em dois grandes blocos de tímidos: os que reconhecem sofrer essa deficiência e agem como tais, sendo visivelmente retraídos; e os que demonstram o contrário, agem como desinibidos, mas na verdade têm esse comportamento como forma de camuflar sua timidez ou focos desta. Susan já diagnosticou pelo menos 13 características mais evidentes que marcam o comportamento dos retraídos.
Segundo ela, a timidez se manifesta mais ostensivamente quando os tímidos têm de falar em público; conversar com autoridades; aproximar-se do sexo oposto; reclamar em locais públicos ou comerciais; receber elogios; vestir-se de maneira ousada; chamar pelo garçom, balconista ou recepcionista; ser observado; pedir reajuste de salário; revelar cansaço; negociar preço; mostrar o próprio corpo; e falar ao telefone.
Essas, de acordo com a especialista, são as características mais marcantes e visíveis de todo o tímido, embora mais frequentes no grupo que realmente assume essa deficiência. Os desinibidos que também têm focos de timidez sentem-se em dificuldade enfrentando uma ou outra dessas várias situações.

Os tímidos se dividem em 2 grupos


Entre os dois grandes blocos em que ela divide os tímidos, o primeiro é o grupo dos que se sentem "fraquinhos", permanentemente vítimas. "Estes vivem chorando as mágoas com frequência, têm depressão constante, acham que vão fracassar em tudo o que vão fazer e sentem-se sempre a última das pessoas, a mais derrotada", assinala Susan.

No segundo grupo ela situa os que, embora tenham focos de timidez, não aceitam essa deficiência. "Estes se mantêm em cima de um pedestal, são arrogantes, frios e calculistas. Procuram construir uma autoimagem de fortes, porque não aceitam os pontos em que são fracos. Quando desafiados agridem e sempre põem a culpa no outro ou numa situação, nunca na sua própria incapacidade de sair do castelo que construíram para si", completa a especialista.

O tímido enfrenta com frequência a tortura de se expor e o medo de falhar, basicamente buscam por segurança. Vai limitando demais a vida, e não se lança a nenhum desafio. Um comportamento tímido pode estar relacionado a baixa eficiência, baixa sensação de capacidade e competência. . Será preciso que a pessoas supere o sentimento de incapacidade, de baixa eficiência, para conseguir se lançar aos desafios.

Todos têm possibilidade de desenvolver comportamentos tímidos.
O ponto central da timidez é essencialmente o medo do desconhecido, o medo do que pode acontecer e isso causa sensação de que não vai dar conta. O tímido tem dúvidas sobre a sua capacidade de ter sucesso, medo de fracassar e sofrer com isso. Alguns questionam até sua capacidade de manter o sucesso obtido e, para evitar o risco de fracasso e sofrimento, preferem nem tentar vencer.

Há diferenças individuais, mas geralmente a timidez pode levar o indivíduo à apatia, a esquiva, ao isolamento. Muitas vezes preferem ter menos contato com o mundo externo para se poupar de desafios e risco de sentir-se inferior. Ele tende a ter uma percepção distorcida sobre o que pode representar perigo e essa percepção mental causa ansiedade, medo do futuro, e por muitas vezes vai se  deparar com duvidas sobre da sua própria capacidade de obter bons resultados. Uma dificuldade muito grande para um tímido é a famoso não saber como dizer "não".

Causa muita insegurança, o medo de tomar decisões erradas é enorme, sente vergonha de quase tudo, basicamente por atribuir muito mais importância ao que os outros pensam a seu respeito do que o que ela mesmo pensa.

É, portanto necessário aprender a ser capaz de por si resolver seus problemas, adquirir senso de capacidade e competência, além, claro de ressignificar as  fobias e traumas.

É preciso mudar a representação interna que cada um tem de si, precisa re-programar na mente e no cérebro as sensações de incapacidade e de desconfiança.


Todas as pessoas têm potenciais para se tornar competentes, de acordo com a PNL, todos já possuem todas as informações necessárias ao processo de mudança pessoal armazenadas em sua memória, sendo preciso reorganizar as informações, modificar as  crenças que as pessoas têm sobre suas habilidades, capacidades ou seu senso de competência. Quando ha uma reestruturação por causa da mudança nas informações, alterando as memórias de emoções, imagens, sons, cheiros, paladar e sensações táteis é como construir uma auto permissão causando outra forma de se perceber, a visão interna que a pessoa tem de si mesma e da realidade, se modifica. Desta forma será capaz de planejar melhor suas metas
 
Magna de Oliveira Melo
Psicanalista Integrativa, mestre em psicologia clinica, doutoranda em psicologia.

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