Pesquisar este blog

terça-feira, 20 de abril de 2010

DÉFICIT DE ATENÇÃO

Principais sintomas do Déficit de Atenção

Esse tipo de comportamento pode ser de difícil identificação, portanto é importante saber que nem toda criança desatenta tem o Transtorno de Déficit de Atenção.

A criança que tem Déficit de atenção não é menos inteligente que as outras crianças, porém não consegue desenvolver integralmente seu potencial, visto que a fixação da atenção é prejudicada.

A desatenção é um efeito que muitas vezes enganam na hora do diagnóstico porque estas pessoas na verdade não têm um déficit de atenção para tudo. Muitas vezes conseguem prestar muita atenção em algumas coisas, principalmente quando são bonitas, novas, estimulantes, interessantes ou assustadoras. Isto pode ser uma inconsciente busca do cérebro por um estímulo que ative o córtex pré-frontal. Em termos práticos, uma pessoa não consegue fazer qualquer coisa, sem que sua cabeça fique voando entre seus pensamentos, frequentemente distraindo-se com qualquer coisa que lhe chame mais atenção, voltando novamente a se distrair com um outro movimento e assim por diante, cometendo erros freqüentes por não prestar atenção aos detalhes. Este efeito é muito comum nas atividades escolares.

Entre os principais sintomas de desatenção estão a dificuldade em prestar atenção nos detalhes; errar por descuido nas atividades escolares pela dificuldade em manter a atenção; não seguir instruções; não terminar as tarefas; as vezes parece não escutar ou se faz de surdo; dificuldade em organizar tarefas e atividades; distrai-se facilmente com estímulos externos; evitar ou relutar em “realizar” esforço mental; perder coisas necessárias para as tarefas e ser facilmente distraído por qualquer estímulo externo.

Muitas vezes a falta de atenção pode vir acompanhada do sintoma de impulsividade, e pode até ter um aspecto positivo quando este comportamento leva a uma ação. Entretanto no portador de TDAH o problema é que este comportamento se torna patológico, há uma falta de planejamento em função da busca intensa e constante da gratificação imediata e das novidades. A impulsividade é um dos sintomas muito persistentes, impulsivamente interrompe o que está fazendo para iniciar outra atividade e vai acumulando várias tarefas sem finalizá-las.

De acordo com Mattos (2004) as crianças portadoras de TDAH são muito impacientes e muito ansiosas; frequentemente estão expostas a riscos; podem provocar confusão; discussão; viver em conflito consigo mesma ou com outras pessoas. Novamente tudo isso é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal, que anseia por mais atividade. Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa o indivíduo com TDAH não faz as coisas propositalmente, pois não as percebe e pode acabar se viciando no tal efeito.

O vício acontece porque o cérebro tem produz uma substância química sempre que a pessoa apresentar quando tem o comportamento e isto vai produzir uma gravação neurológica cada vez mais forte contribuindo para que a pessoa se vicie nesta produção química.

Segundo Goldstein (2004), existe o TDAH do tipo não específico; a pessoa apresenta algumas características, mas um número insuficiente de sintomas para chegar a um diagnóstico completo. Esses sintomas, no entanto, desequilibram a vida diária desta pessoa. Esses sintomas também podem ser explicados por outros transtornos, por isso é preciso uma investigação minuciosa, a fim de descartar outras possibilidades de diagnóstico.

Segundo Benczik (2002) é comum nestas crianças, quando não conseguem fazer as tarefas se fecharem e não se sentirem estimuladas a tentarem fazê-las novamente, temendo um novo fracasso. Estas crianças tendem geralmente a produzir menos do que são capazes. Neste caso os elogios e encorajamento podem ajudar muito para que seu processo de aprendizagem seja mais eficiente.

`Magna de Oliveira Melo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

II Simpósio de Neuroeducação






                                        


                      Apresentação


Bem-vindo ao II Simpósio de Neuroeducação! Uma excelente oportunidade para você conhecer a Neuroeducação e saber mais sobre este campo de trabalho, sua metodologia, benefícios e eficácia de resultados. Serão dois dias de muito aprendizado, troca de experiências e interatividade.


Com o tema Dificuldades de Aprendizagem têm solução este Simpósio tem por objetivo gerar oportunidade científica para que o Instituto de Pesquisas em Neuroeducação continue efetivando sua missão de promover Projetos de Pesquisa com foco nas diferentes limitações do aprendizado humano, desenvolvendo estudos, investigando resultados e comprovando a eficácia das ferramentas de intervenção da Neuroeducação na superação das dificuldades pesquisadas.


Para mostrar a potencialidade da Neuroeducação e demonstrar as nuances da sua prática clínica, a agenda do Simpósio foi organizada com muitas atividades. Serão palestras abordando temas atualíssimos no campo das neurociências, um interessante workshop sobre a interação mecânica quântica entre os comandos da mente e os registros cerebrais dos movimentos corporais, apresentações de estudos de casos de Dificuldades de Aprendizagem solucionadas por neuroeducadores e cases de sucesso de escolas que adotaram a prática da Neuroeducação, no seu dia-a-dia.


Aguardamos você!
Inscrição

Investimento R$ 350,00 ( pagamento à vista no boleto ou em 3x no cartão de crédito )

Observação: Sindicalizados ao SIEEESP terão a 5ª inscrição como cortesia. Aproveite!
II Simpósio


01 e 02 de maio de 2010



Programação



“Dificuldades de Aprendizagem têm solução”



01 de maio


Tema do dia: “Neuroeducação: Neurotecnologia que elimina dificuldades de aprendizagem”.

08:00 às 09:00h - Welcome-coffe e entrega de material


09:00 às 9:50h - “Dificuldades de Aprendizagem têm solução”.

Palestrante: Prof. Esp. Susan Leibig


09:50 às 10:50h - “A prática clínica da Neuroeducação - Um relato do dia-a-dia de consultório

de três neuroeducadoras”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Simone Schmidt Neves

Neuroeducadora: Prof. Esp. Magna de Oliveira Melo

Neuroeducadora: Prof. Esp. Silvia Marcia Reze Schitini


10:50 às 11:20h - Coffebreak


11:20 às 11:45h - Estudo de caso “A Neuroeducação no tratamento das dificuldades de memória

de um Professor”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Daniella Carvalho Tonioli


11:45 às 12:10h - Estudo de caso “Os reflexos da timidez no processo de aprendizagem no adulto”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Maria Luiza Ramos


12:10 às 12:35h - Estudo de caso “Preguiça e Procrastinação: A Neuroeducação como instrumento

de uma vida mais ativa”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Talita da Silva


12:35 às 13:00h - Estudo de caso “Andragogia: Crenças limitantes, um obstáculo na busca

da excelência“.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Ninete Aparecida Mendes da Rocha


13:00 às 15:00h - Almoço

15:00 às 15:45h - Palestra de reflexão: "Da identidade e do papel do aluno como agente ativo no processo Ensino-Aprendizagem".

Palestrante: Prof. Ms. Luiz Felippe Matta Ramos


15:45 às 16:10h - Estudo de caso “Eliminando o medo de errar com a Neuroeducação”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Cândida Maria Cavalcante Soares


16:10 às 16:35h - Estudo de caso ”A Neuroeducação e os problemas de aprendizagem

do idioma estrangeiro”.

Neuroeducadora: Prof. Esp. Cláudia Guimarães Moraes


16:35 às 17:00h - Estudo de caso:“A Neuroeducação no tratamento da Fobia de Palco”.

Neuroeducador: Prof. Esp. Sergio Rodrigues Araujo


02 de maio


Tema da manhã: “A Neurociência da Aprendizagem”.


08:30 às 09:00h - Welcome-coffe

09:00 às 10:50h - “Dificuldades de Aprendizagem comprometem o desenvolvimento da

Inteligência?”

Facilitador: Prof. Dr. Armando Rocha


10:50 às 11:20h - Coffebreak


11:20 às 12:00h - “Neurogênese e Neuroplasticidade: possibilidades de transformação

Cerebral estimuladas pela Neuroeducação”.

Facilitadora: Prof. Ms. Denise Pirillo Nicida



12:00 às 13:00h - Workshop: “Uma abordagem mecânica quântica da Memória: Como utilizar

a mente para manter o tônus muscular do corpo sem a necessidade de fazer

movimentos físicos”

Facilitadora: Prof. Esp. Susan Leibig

13:00 às 15:00h - Almoço


Tema da tarde: “A prática da Neuroeducação no ambiente escolar”


15:00 às 15:45h - Case de Escola: Colégio Integrar – São Paulo - SP

“A Neuroeducação como ferramenta de inclusão na Educação Especial”.

Diretora da Escola e Neuroeducadora: Prof. Esp. Silvana Borella de Oliveira

Neuroeducadora: Prof. Esp. Solange do Amaral Cavalcanti


15:45 às 16:15h - Case de Escola: “A Neuroeducação fazendo a diferença, nos alunos

com dificuldade de Aprendizagem, em uma escola pública”.

Neuroeducadora: Prof. Sandra Borelli de Barros

16:15 às 17:00h - Case de Escola: Escola Educarte – Cruzeiro - SP

“Neuroeducando alunos para superarem dificuldades de aprendizagem”.

Diretora de Escola: Prof. Esp. Elaine Aparecida Ferreira Elisei

Neuoreducadora: Prof. Esp. Patrícia Mara Mota da Silva Vilena Pinto

Neuroeducadora: Prof. Sandra Gonzalo Cabot

17:00h - Encerramento do II Simpósio de Neuroeducação

domingo, 4 de abril de 2010

lição de casa

Minha nossa!!!Quanta lição de casa!!!


Seu filho esquece-se de fazer a lição de casa ou lembra somente em cima da hora? Muitas vezes faz tudo correndo  já que não há mais tempo para terminá-la? Sabia que pode ser apenas desorganização do tempo ao conteúdo escolar.

Estas ilustrações e este pequeno texto foram produzidos por um aluno do 4º ano do ensino fundamental.


ffffffffff nº:7
4ºano B
profª. Mariana


Um dia ffffffff(eu) estava na escola B. J.
E um dia a profª. Mariana me deu uma papelada de lição de casa.
Quando cheguei em casa fui ver a lição de casa.

E então,CCCCAAAABBBBBBBBUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!Minha mochila estourou,e eu disse:


_My god!!Quanta lição!!!!!!!!!!!


Então eu não fiz a lição de casa.



Seu filho costuma dizer que tem muita lição de casa, esquece-se de faze-la ou lembra somente em cima da hora? Muitas vezes faz tudo correndo e já que não há mais tempo para terminá-la? Sabia que pode ser apenas desorganização do tempo ao conteúdo escolar.

Este comportamento é muito comum ao se iniciar o 6º ano do ensino fundamental. As disciplinas e os conteúdos aumentam e também há troca de professores frequentemente. Às vezes acontece de a criança não conseguir se adaptar tão facilmente a nova fase e com isso se perder na organização escolar. Com este tipo de comportamento é possível até iniciar até uma falsa dificuldade de aprendizagem.

No entanto, tudo isso pode ser temporariamente se os pais estiverem dispostos a dar uma forcinha nesta adaptação. Neste período pode acontecer de os pais acharem que a criança já está mais crescida e tem condições de lembrar de tudo sozinha, e tem mesmo, mas muitas vezes não tem uma estratégia para fazer isso.

Não estamos falando da matéria em si que o professor passa na sala de aula, já que isto ele tem que desenvolver o exercício e a vontade de prestar mais atenção, pois o controle dos professores passa a ser menor do que vinha sendo até o 5º ano e as crianças precisam desenvolver certas habilidades que a partir de agora será de extrema importância para o seu sucesso.

Uma questão muito importante é não deixar para depois o que é dever fazer agora, quando fazemos isso estamos colaborando para criar um hábito muito comum que é o da proscratinação, e deixamos a preguiça dominar e se instalar cada vez mais no nosso programa mental. Se houver repetição deste comportamento, o cérebro passa a utilizar esse mesmo circuito nas próximas vezes em que houver “coisas” a fazer, até que isto se torne um vicio e vamos nos tornando dependentes desta química cerebral, mesmo sem a nossa percepção. Então, não deixe a preguiça dominar, devemos combatê-la com firmeza.

Para dar uma forcinha nesta organização e um pontapé na preguiça podemos fazer uso de uma tabela. Os pais podem desenvolvê-la junto com a criança, e esta deve conter horários para estudo, lição de casa, trabalho e provas, quando houver.

Deverá ser estabelecido de comum acordo, sem imposição, os melhores horários e por quanto tempo deverá se dedicar à atividade de acordo com a necessidade do caso.

Abaixo segue um exemplo de tabela, nesta, a criança anota diariamente antes de iniciar a lição de casa, de preferência ao chegar a casa, pois terá mais facilidade para lembrar caso não tenha anotado. Ela deverá colocar qual é a matéria, quando foi passada a lição e para quando é a próxima aula, Segue da mesma forma a respeito dos trabalhos.

A tabela deve ficar em lugar visível, onde possa se vista com freqüência.

A regra é fazer a lição do dia no mesmo dia e ficar de olho nas datas. Toda vez que termina uma lição a criança devera colocar um X , já que esta tarefa estará cumprida. Isso pode motivar a criança a querer cumprir a próxima missão ou seria a próxima lição?

As crianças que utilizarem desta ferramenta não correrão o risco de esquecer-se de fazer nenhuma lição de casa, mesmo  que tenha sido passada a uma semana atrás.

Magna de Oliveira Melo
Neuroeducadora e Psicopedagoga

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Porque um disléxico não compreende o que lê?

Observando um cenário de uma criança de 10 anos lendo em voz alta uma frase simples como “O CAVALO MARROM PULOU POR CIMA DO MURO DE PEDRA E CORREU PELO PASTO” seria simples para a criança que pense no som das palavras, mas para um disléxico da mesma idade que constrói imagens com as palavras lidas, o processo torna-se mais difícil.

A primeira palavra “O” já causa um vazio na imaginação, pois não há imagem nela. Isso já desencadeia uma confusão mental. A criança se concentra e força-se para ultrapassar essa imagem em branco e diz “O” forçando-se a ler a próxima palavra. Esta palavra “CAVALO” PROPUZ UMA IMAGEM mental de um cavalo e concentrando-se diz “cavalo”.

A palavra “MARROM” transforma a imagem anterior num “cavalo marrom” continuando a sua concentração diz “marrom”.

A palavra “PULOU” faz o cavalo se erguer no ar. A criança continua se concentrando e diz “pulou”.

A palavra “POR” novamente produz o vazio e concentrando-se mais ela diz “por”. A palavra “CIMA” faz o cavalo marrom se erguer e concentrando, diz “cima”.

A palavra “DO” produz o branco novamente aumentando sua confusão, porém o seu limite da confusão ainda não foi atingido. Agora ela precisa dobrar a concentração para ir adiante para a próxima palavra “DO” e ao fazer isso ela pode até omitir esta palavra.

A palavra “MURO” produz a imagem de um muro e com a concentração redobrada diz “ muro”. A palavra “DE” produz branco de novo mas ela ainda consegue dizer “de”.

A palavra “PEDRA” transforma o muro num muro de pedra e ainda com a concentração redobrada ele diz “pedra”.

A palavra seguinte “E” produz espaço em branco novamente e desta vez atinge o limite da confusão que a deixa sem orientação. Ela para, mais confusa, duplamente concentrada e agora desorientada. A única maneira dela continuar lendo é aumentando ainda mais a concentração, mas como agora ela está desorientada os sintomas da dislexia vão aparecer. É possível que ela deixe de dizer a palavra “E”’ ou substitua por “i” “a” “o’ e agora já não consegue mais formar uma percepção clara das palavras na página.

Agora ela faz um esforço muito grande para se concentrar e gasta muita energia para conseguir continuar lendo.

A palavra “ CORRER” como ela esta desorientada é substituída por corro e faz uma imagem de si mesmo correndo que não tem relação com o “cavalo marrom”.

A próxima palavra “PELO” produz a imagem vazia novamente. Ela para de novo, mais confusa, ainda mais desorientada. A única maneira dela continuar lendo agora é quadruplicando o esforço para a concentração, mas quando faz isso deixa de dizer a palavra “pelo”.

Esse tipo de confusão já pode ter produzido uma sensação de tonteira, se sente enjoada e as palavras não estão mais nítidas na página.

A última palavra “PASTO” ela precisa decifrar letra por letra para pronunciar o som da palavra e vai ver um capinzal, mas apesar disso consegue pronunciar a palavra “pasto”.

Quando termina ela fecha imediatamente o livro e o afasta, como se dissesse “CHEGA DISSO”.

Se perguntar o que ela acabou de ler poderá dizer “um lugar onde o capim cresce”. Ela até tem a imagem de um cavalo no ar, ele mesmo correndo, um muro de pedra, mas não consegue relacioná-las.

Quem ouve esta criança lendo pode dizer com certeza que ela não entendeu nada do que leu, mas ela não se importa de não entender, só está aliviada de ter sobrevivido a aflição dessa leitura. Se fosse um pouco mais velha saberia não entendeu o que acabou de ler e poderia voltar a ler. Mas vendo o cenário acima, você acha que adiantaria? Não.

Se for um adulto vai reler algo importante de três a dez vezes para entender ou então vai desistir.
Se  você se encaixa neste exemplo ou seu filho, não desista achando que precisará ser sempre assim,  procure ajuda e melhore sua capacidade para ler com mais conforto e mais facilidade. Tudo é modificavel!

                                                                                                                              Magna de Oliveira Melo

Referencia bibliográfica- DAVIS, Ronald D. o dom da dislexia . Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sinais de Dislexia nas diferentes fases da infância e escolarização



É importante destacar que a precocidade da identificação de alguns sinais de Dislexia são perceptíveis desde a pré-escola e, de acordo com SHAYWITZ (2006), o primeiro sinal de um problema de linguagem (e de leitura) pode ser o início tardio em começar a falar.


A seguir, serão elencadas algumas orientações, direcionadas especificamente aos educadores, com a finalidade de fornecer-lhes mais uma ferramenta, que possam auxiliá-los a identificar características que sugiram investigação específica, segundo SHAYWITZ (2006).

Na pré-escola observar as seguintes características e/ou dificuldades quando a criança começar a falar:




• Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns (quando o aluno não consegue decorar uma rima simples – “Um dois, feijão com arroz”);

• Falta de interesse pelas rimas;


• Palavras mal pronunciadas; persistência da chamada linguagem de bebê;


• Dificuldade em aprender e lembrar o nome das letras, cores e números;


• Deficiência em saber o nome das letras de seu próprio nome.


1º e 2º anos



• Deficiência em entender que as palavras podem ser divididas em partes (guarda-chuva), e que depois esta palavra pode ser dividida em duas palavras (com significados distintos) e por fim em sons;



• Incapacidade de aprender a associar letras e sons, incapaz de fazer a correspondência do grafema B ao som “B”;



• Erros de leitura que não demonstram conexão alguma dos sons com as letras (ler a palavra casa como pote);



• Incapacidade de ler palavras simples de uma só sílaba ou de pronunciar mesmo as palavras mais simples (pó, pá, meu, dói, ai, deu);



• Reclamações sobre o quanto é difícil ler, podendo sair do local ou esconder-se na hora da leitura;



• Histórico de problemas de leitura presentes em pais e irmãos.



Nesta fase, também devem ser observados indícios de pontos fortes, nos processos de pensamento, além daqueles de fala e leitura:



• Curiosidade;



• Grande imaginação;



• Capacidade de descobrir como as coisas acontecem;



• Forte envolvimento com idéias novas;



• Boa compreensão do ponto essencial das coisas;



• Boa compreensão de novos conceitos;



• Maturidade surpreendente;



• Grande vocabulário para sua faixa etária;



• Satisfação ao resolver quebra-cabeças e problemas;



• Talento para construção de modelos;



• Excelente compreensão de histórias que lhe são lidas ou contadas.




A partir do 3º ano:


Em relação à fala:




• Pronúncia incorreta de palavras longas, desconhecidas ou complicadas;



• Ruptura de palavras – omite ou confunde a ordem das partes de uma palavra (escola por secola, salada por sadala);



• Discurso não fluente, contendo pausas ou hesitações freqüentes;



• Uso de linguagem imprecisa, utilizando termos como coisa, negócio em vez de utilizar o nome correto do objeto (disnomia – incapacidade para recordar nomes próprios);



• Incapacidade de encontrar a palavra correta, confundindo palavras que tenham sonoridade semelhante, mas com sentido diverso (frito por grito);



• Necessidade de tempo maior para elaborar uma resposta oral ou incapacidade de dar uma resposta verbal de maneira rápida ao ser questionado;



• Dificuldade de lembrar partes isoladas de informação verbal (memória imediata) como datas, nomes, números de telefones, listas aleatórias.




Em relação à leitura:



• Progresso muito lento na aquisição das habilidades de leitura;



• Falta de estratégias para a leitura de palavras novas;



• Problemas ao ler palavras desconhecidas (novas ou não familiares) que devem ser pronunciadas em voz alta; tentativa de adivinhar a palavra ao lê-la; falhas na organização dos sons das palavras quando as pronuncia;



• Inabilidade para ler palavras funcionais, como por exemplo: em, na, e, aquela;



• Medo acentuado em ler em voz alta; quando o faz apresenta uma leitura contaminada por substituições, omissões, e palavras mal pronunciadas, além de um ritmo pouco fluente, lento, entrecortado e trabalhoso; não tem inflexão e parece a leitura de uma língua estrangeira;



• Desempenho desproporcionalmente fraco em testes de múltipla escolha, além de não conseguir finalizá-los no tempo estabelecido;



• Substituições de palavras de mesmo significado quando não consegue pronunciar, como: blusa por roupa;



• Dificuldade de leitura e conseqüente incompreensão dos enunciados dos exercícios de Matemática;



• Escrita (à mão) confusa, com ortografia desastrosa, mas grande facilidade ao utilizar o editor de textos, possuindo rapidez para digitar;



• Extrema dificuldade para aprender uma língua estrangeira;



• Falta de entusiasmo em relação à leitura; evita ler livros ou até mesmo uma frase; quando pode, faz escolha por textos que sejam pequenos, tenham letras maiores e muitas figuras (características esperadas para alunos de anos anteriores);



• Com o decorrer do tempo pode aumentar a precisão da leitura, porém ainda continua a ser sem fluência e trabalhosa;



• Auto-estima em declínio, presença de sofrimentos nem sempre visíveis;



• Histórico familiar com as mesmas características em relação à aprendizagem, leitura e ortografia.



Mesmo apresentando estas características relacionadas a problemas fonológicos, há indícios de habilidades nos processos de pensamento de alto nível:



• Excelentes habilidades de pensamento: contextualização, raciocínio, imaginação e abstração;



• Capacidade de entender “o todo”;



• Capacidade para ler e compreender palavras já aprendidas relativas a uma determinada área de interesse;



• Vocabulário de alto nível, em relação à sua idade e escolaridade, no que diz respeito às palavras que ouve;



• Compreensão acima da média, daquilo que lhe foi lido;



• Excelência em áreas que não dependam de leitura, como artes visuais, computação, ou em áreas que não exijam relacionar a fatos imediatos, filosofia, biologia, neurociências.

Ao trabalhar com alunos disléxicos (ou alunos portadores de outros distúrbios), deve-se sempre verificar aquilo que ele tem preservado em relação a suas habilidades específicas, valorizá-las e incentivá-los a desenvolvê-las muito mais. Desta forma é possível sair do quadro de insucesso ou fracasso escolar e resgatar sua auto-estima, fazendo-o acreditar e perceber que tem capacidade para outras tarefas, e não fixar-se somente numa inabilidade devido ao distúrbio.

SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia. Tradução: Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Autora do artigo: Kátia Lima – Pedagoga especialista em distúrbios de aprendizagem.
Acompanhamento pedagógico particular de 1º a 9º ano
Tel: 55487035 / cel 75143968- e-mail: katialima64@gmail.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dificuldade de Leitura

Dificuldade de Leitura
Quando uma pessoa tem dificuldades para ler ou para escrever, mesmo tendo recebido educação apropriada, suas oportunidades de sucesso na escola e na vida são diminuídas.

 

Freqüentemente associamos estas dificuldades com uma menor capacidade intelectual, mas o problema real pode ser um distúrbio de aprendizado.



A dislexia é um tipo de distúrbio de aprendizado que interfere na maneira como a pessoa percebe e processa letras, números e símbolos. Um diagnóstico de dislexia deve ser feito por um profissional, mas existem alguns sinais que pais e professores podem observar assim que a criança começa a aprender a ler e escrever, como;
Letras e números percebidos e escritos de forma invertida ou de cabeça para baixo.


• Dificuldades em aprender alguns fonemas.

• Memorizar novas palavras.

• Problemas com a coordenação motora.

• Dificuldades com leitura


Se seu filho apresenta algum destes sinais procure um profissional da escola ou um especialista em psicopedagogia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MEMÓRIA

 ME

RIA












  • Cada individuo tem uma percepção única da realidade, um mapa mental que é formado por todo o aprendizado, experiências, crenças e sensações recebidas pelos sentidos. 

  • A memória é muito importante para a aquisição da aprendizagem, é um processo de retenção de informações.

  • A memória e a aprendizagem são as bases para todos os conhecimentos, habilidades e planejamentos.

  • O aprendizado é registrado e processado pelo cérebro construindo arquivos se dividindo em memória do trabalho, memória imediata e memória de longo prazo.

  • A memória pode sofrer alterações no funcionamento devido a variados fatores como, distúrbios cerebrais, neurais, danos no hipocampo, estresse, falta de sono, entre outros.

  • A pessoa refém melhor a informação quando esta está associada a uma emoção, alem disso é preciso que o conteúdo seja significativo para que seja armazenado na memória de longo prazo.

  • É importante um professor saber como a memória retém informações para transmitir os conteúdos de uma forma mais atraente e interessante.