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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sinais de Dislexia nas diferentes fases da infância e escolarização



É importante destacar que a precocidade da identificação de alguns sinais de Dislexia são perceptíveis desde a pré-escola e, de acordo com SHAYWITZ (2006), o primeiro sinal de um problema de linguagem (e de leitura) pode ser o início tardio em começar a falar.


A seguir, serão elencadas algumas orientações, direcionadas especificamente aos educadores, com a finalidade de fornecer-lhes mais uma ferramenta, que possam auxiliá-los a identificar características que sugiram investigação específica, segundo SHAYWITZ (2006).

Na pré-escola observar as seguintes características e/ou dificuldades quando a criança começar a falar:




• Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns (quando o aluno não consegue decorar uma rima simples – “Um dois, feijão com arroz”);

• Falta de interesse pelas rimas;


• Palavras mal pronunciadas; persistência da chamada linguagem de bebê;


• Dificuldade em aprender e lembrar o nome das letras, cores e números;


• Deficiência em saber o nome das letras de seu próprio nome.


1º e 2º anos



• Deficiência em entender que as palavras podem ser divididas em partes (guarda-chuva), e que depois esta palavra pode ser dividida em duas palavras (com significados distintos) e por fim em sons;



• Incapacidade de aprender a associar letras e sons, incapaz de fazer a correspondência do grafema B ao som “B”;



• Erros de leitura que não demonstram conexão alguma dos sons com as letras (ler a palavra casa como pote);



• Incapacidade de ler palavras simples de uma só sílaba ou de pronunciar mesmo as palavras mais simples (pó, pá, meu, dói, ai, deu);



• Reclamações sobre o quanto é difícil ler, podendo sair do local ou esconder-se na hora da leitura;



• Histórico de problemas de leitura presentes em pais e irmãos.



Nesta fase, também devem ser observados indícios de pontos fortes, nos processos de pensamento, além daqueles de fala e leitura:



• Curiosidade;



• Grande imaginação;



• Capacidade de descobrir como as coisas acontecem;



• Forte envolvimento com idéias novas;



• Boa compreensão do ponto essencial das coisas;



• Boa compreensão de novos conceitos;



• Maturidade surpreendente;



• Grande vocabulário para sua faixa etária;



• Satisfação ao resolver quebra-cabeças e problemas;



• Talento para construção de modelos;



• Excelente compreensão de histórias que lhe são lidas ou contadas.




A partir do 3º ano:


Em relação à fala:




• Pronúncia incorreta de palavras longas, desconhecidas ou complicadas;



• Ruptura de palavras – omite ou confunde a ordem das partes de uma palavra (escola por secola, salada por sadala);



• Discurso não fluente, contendo pausas ou hesitações freqüentes;



• Uso de linguagem imprecisa, utilizando termos como coisa, negócio em vez de utilizar o nome correto do objeto (disnomia – incapacidade para recordar nomes próprios);



• Incapacidade de encontrar a palavra correta, confundindo palavras que tenham sonoridade semelhante, mas com sentido diverso (frito por grito);



• Necessidade de tempo maior para elaborar uma resposta oral ou incapacidade de dar uma resposta verbal de maneira rápida ao ser questionado;



• Dificuldade de lembrar partes isoladas de informação verbal (memória imediata) como datas, nomes, números de telefones, listas aleatórias.




Em relação à leitura:



• Progresso muito lento na aquisição das habilidades de leitura;



• Falta de estratégias para a leitura de palavras novas;



• Problemas ao ler palavras desconhecidas (novas ou não familiares) que devem ser pronunciadas em voz alta; tentativa de adivinhar a palavra ao lê-la; falhas na organização dos sons das palavras quando as pronuncia;



• Inabilidade para ler palavras funcionais, como por exemplo: em, na, e, aquela;



• Medo acentuado em ler em voz alta; quando o faz apresenta uma leitura contaminada por substituições, omissões, e palavras mal pronunciadas, além de um ritmo pouco fluente, lento, entrecortado e trabalhoso; não tem inflexão e parece a leitura de uma língua estrangeira;



• Desempenho desproporcionalmente fraco em testes de múltipla escolha, além de não conseguir finalizá-los no tempo estabelecido;



• Substituições de palavras de mesmo significado quando não consegue pronunciar, como: blusa por roupa;



• Dificuldade de leitura e conseqüente incompreensão dos enunciados dos exercícios de Matemática;



• Escrita (à mão) confusa, com ortografia desastrosa, mas grande facilidade ao utilizar o editor de textos, possuindo rapidez para digitar;



• Extrema dificuldade para aprender uma língua estrangeira;



• Falta de entusiasmo em relação à leitura; evita ler livros ou até mesmo uma frase; quando pode, faz escolha por textos que sejam pequenos, tenham letras maiores e muitas figuras (características esperadas para alunos de anos anteriores);



• Com o decorrer do tempo pode aumentar a precisão da leitura, porém ainda continua a ser sem fluência e trabalhosa;



• Auto-estima em declínio, presença de sofrimentos nem sempre visíveis;



• Histórico familiar com as mesmas características em relação à aprendizagem, leitura e ortografia.



Mesmo apresentando estas características relacionadas a problemas fonológicos, há indícios de habilidades nos processos de pensamento de alto nível:



• Excelentes habilidades de pensamento: contextualização, raciocínio, imaginação e abstração;



• Capacidade de entender “o todo”;



• Capacidade para ler e compreender palavras já aprendidas relativas a uma determinada área de interesse;



• Vocabulário de alto nível, em relação à sua idade e escolaridade, no que diz respeito às palavras que ouve;



• Compreensão acima da média, daquilo que lhe foi lido;



• Excelência em áreas que não dependam de leitura, como artes visuais, computação, ou em áreas que não exijam relacionar a fatos imediatos, filosofia, biologia, neurociências.

Ao trabalhar com alunos disléxicos (ou alunos portadores de outros distúrbios), deve-se sempre verificar aquilo que ele tem preservado em relação a suas habilidades específicas, valorizá-las e incentivá-los a desenvolvê-las muito mais. Desta forma é possível sair do quadro de insucesso ou fracasso escolar e resgatar sua auto-estima, fazendo-o acreditar e perceber que tem capacidade para outras tarefas, e não fixar-se somente numa inabilidade devido ao distúrbio.

SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia. Tradução: Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Autora do artigo: Kátia Lima – Pedagoga especialista em distúrbios de aprendizagem.
Acompanhamento pedagógico particular de 1º a 9º ano
Tel: 55487035 / cel 75143968- e-mail: katialima64@gmail.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dificuldade de Leitura

Dificuldade de Leitura
Quando uma pessoa tem dificuldades para ler ou para escrever, mesmo tendo recebido educação apropriada, suas oportunidades de sucesso na escola e na vida são diminuídas.

 

Freqüentemente associamos estas dificuldades com uma menor capacidade intelectual, mas o problema real pode ser um distúrbio de aprendizado.



A dislexia é um tipo de distúrbio de aprendizado que interfere na maneira como a pessoa percebe e processa letras, números e símbolos. Um diagnóstico de dislexia deve ser feito por um profissional, mas existem alguns sinais que pais e professores podem observar assim que a criança começa a aprender a ler e escrever, como;
Letras e números percebidos e escritos de forma invertida ou de cabeça para baixo.


• Dificuldades em aprender alguns fonemas.

• Memorizar novas palavras.

• Problemas com a coordenação motora.

• Dificuldades com leitura


Se seu filho apresenta algum destes sinais procure um profissional da escola ou um especialista em psicopedagogia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MEMÓRIA

 ME

RIA












  • Cada individuo tem uma percepção única da realidade, um mapa mental que é formado por todo o aprendizado, experiências, crenças e sensações recebidas pelos sentidos. 

  • A memória é muito importante para a aquisição da aprendizagem, é um processo de retenção de informações.

  • A memória e a aprendizagem são as bases para todos os conhecimentos, habilidades e planejamentos.

  • O aprendizado é registrado e processado pelo cérebro construindo arquivos se dividindo em memória do trabalho, memória imediata e memória de longo prazo.

  • A memória pode sofrer alterações no funcionamento devido a variados fatores como, distúrbios cerebrais, neurais, danos no hipocampo, estresse, falta de sono, entre outros.

  • A pessoa refém melhor a informação quando esta está associada a uma emoção, alem disso é preciso que o conteúdo seja significativo para que seja armazenado na memória de longo prazo.

  • É importante um professor saber como a memória retém informações para transmitir os conteúdos de uma forma mais atraente e interessante.

domingo, 19 de julho de 2009

Dislexia de leitura

PEI: Uma nova proposta de intervenção na Dislexia e Síndrome de Irlen
Ler é mais difícil que falar. Enquanto a fala é aprendida naturalmente pelo homem, a leitura é ensinada por meio de um código de criação humana altamente complexo.

O bom leitor é aquele que desenvolve as habilidades de decodificação desses códigos de maneira eficiente. Daí a necessidade de conceituarmos a dislexia como uma dificuldade que está relacionada com a percepção do texto escrito.

A percepção visual do texto relaciona-se com os movimentos sacádicos e com as fixações do olho. Para Shaywitz, a leitura está relacionada com a percepção visual que é a capacidade de retirar informações e conhecimento do mundo visível. (Shaywitz, 2006). Por outro lado, numa abordagem psicolingüística, a dislexia é uma dificuldade na aprendizagem da leitura relacionada ao reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos (grafema), o fonema e a transformação dos símbolos gráficos em linguagem verbal.

A descoberta da Síndrome de Irlen, cujo foco está no processamento visual e na sensibilidade à luz, disponibilizou aos profissionais uma ferramenta que ameniza as dificuldades. Estas ferramentas são os chamados “overlays” ou lâminas de contraste e os filtros espectrais que proporcionam conforto na leitura e mais concentração a esses pacientes. O ganho com esse novo método nos faz entusiastas desse recurso, mas, de alguma forma, nos leva a outra inquietação: o que mais podemos fazer para melhorar as dificuldades de aprendizagem relacionadas à leitura e escrita dessas pessoas?


  • Não sabe se organizar


  • é desatento


  • começa e não termina uma tarefa


  • é impulsivo


  • tem boas idéias, mas não consegue colocá-las no papel


  • estuda, mas não consegue tirar boas notas na escola


  • não compreende o que lê


  • a auto estima comprometida.
Essa é uma realidade que encontramos quando se trata de pessoas com dificuldades de aprendizagem. Na experiência do consultório atendo pacientes com dificuldades de aprendizagem e outros que usam os filtros espectrais e apresentam dislexia. Os filtros liberam essa pessoa do esforço e do desconforto tornando-as mais atentas e menos estressadas no que se refere ao visual. Já o PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental), criado pelo Prof Dr. Reuven Feuerstein, desenvolve e aprimora as operações mentais que estão deficientes e que impedem um bom desempenho acadêmico ou profissional. São elas: o trabalho com mais de uma fonte de informação, análise e síntese, percepção visual, orientação espaço-temporal, dentre muitas outras (Gomes, 2002). E a mais importante delas: o sentimento de competência.
“O uso dos filtros e o PEI modificaram minha vida, agora não tenho medo de enfrentar desafios... em pouco tempo, já consegui ler dois livros com um nível de compreensão que não tinha antes!”, é o que afirma a paciente Erica Werber de 24 anos. Já Rafael Horta, 16 anos, que utiliza os filtros espectrais há quase um ano e está passando pelo PEI, a sensação é de mais segurança na escola, além da leitura ter se tornado um prazer e as notas terem melhorado. A diferença já é perceptível pela família e pela escola. As pessoas que passam ou passaram pelo programa (tendo dislexia ou não) tornaram-se conscientes de suas dificuldades e de seus processos e passaram a criar novas estratégias para melhorar seu conhecimento e elevar seu sentimento de competência muitas vezes comprometido pelo fracasso escolar/profissional ou por uma dificuldade no processamento visual. Nas palavras do Prof. Feuerstein: “Educar é uma aposta no outro”. Por isso, o PEI precisa ser conhecido nas escolas e clínicas para que a educação ganhe um novo olhar sobre o processo de aprendizagem e a hora de começar é agora!
Autora do artigo: Suely Mesquita Psicopedagoga Clínica e Institucional do Hospital de Olhos ( BH)Mediadora do PEI pelo ICELP – Israel e Professora Universitária.

terça-feira, 2 de junho de 2009

PAC

Como ouvimos os sons? O pavilhão auricular é responsável por captar os sons provenientes do ambiente, que são conduzidos pelo canal auditivo até chegar a membrana timpânica. O tímpano recebe então esta vibração vinda das ondas sonoras e, a transmite aos ossículos, movendo o martelo que faz vibrar a bigorna e por sua vez vibra o estribo. O estribo está anatomicamente ligado à cóclea pela janela oval (pequeno orifício), que lhe transmite o sinal elétrico. A cóclea está conectada ao nervo vestíbulo-coclear, VIII par craniano, que envia a este o impulso nervoso. O impulso nervoso é conduzido ao centro de audição do córtex cerebral, que é responsável por interpretar estes sinais nervosos.O que é Processamento Auditivo Central (PAC)?“Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.” É o processo de decodificação das ondas sonoras desde a orelha externa até o córtex cerebral, ou seja, a capacidade de analisar, associar e interpretar as informações sonoras que nos chegam pelo sentido da audição.Quais são as habilidades auditivas centrais testadas?Como ainda não conseguimos identificar com detalhes como o sistema auditivo realiza o processamento auditivo, identificamos algumas habilidades que devem ser testadas: Atenção seletiva: é a capacidade de selecionar estímulos, é avaliado através de estímulos verbais de escrita dicótica. Detecção do som: é a capacidade de perceber, identificar a presença de um som , é avaliado através de audiometria , discriminação vocal , timpanometria e pesquisa de reflexo. Sensação sonora: é quando um estímulo é recebido pelo sentido da audição , é quando o indivíduo tem a sensação se o som é alto ou baixo , forte ou fraco ,longo ou curto. Discriminação: é o processo de detectar diferenças entre os estímulos sonoros. Localização: é saber local da origem do som, é avaliado através da localização sonora em cinco direções. Reconhecimento: requer aprendizado, é avaliado através de logoaudiometria pediátrica, para o reconhecimento de frases na presença de mensagem. Compreensão: dar significado ao som escutado. Memória: arquivar informações e recuperá-las quando houver necessidade , é avaliado através de memória seqüencial para sons verbais (pa ,ta, ca) e não verbais (guizo, coco, sino, agogô).O que é um distúrbio do processamento Auditivo Central (DPAC)?“É uma falha no desenvolvimento das habilidades perceptivas auditivas”; mesmo com audição normal, é totalmente diferente de perda auditiva. Em geral encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem. Crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem tem dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo lingüístico e apresentam falhas cognitivas .É possível que comprometimentos lingüísticos ou cognitivos possam ser resultantes de problemas perceptuais. Sintomas do Distúrbio do processamento Central Auditivo (DPAC): - Apresenta dificuldade em manter atenção aos sons;- Dificuldade em escutar em ambientes ruidosos;- Dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita;- Dificuldade em compreender o que lê;- Necessidade de ser chamado várias vezes ("parece" não escutar);- Não entende o que foi dito;- Solicita com freqüência a repetição das informações: Ah? O quê? Pode repetir?- Dificuldade em entender expressões com duplo sentido ou piadas ou idéias abstratas;- Dificuldade ao dar um recado ou contar uma história;- Problemas de memória para nomes, datas, números e etc;- Dificuldade em acompanhar uma conversa, aula ou palestra com outras pessoas falando ao mesmo tempo;- Problemas de fala (troca /L/R/S/E/CH/), principalmente os sons /R/ e /L/;- Alterações de pronúncia;- Dificuldade em localizar a origem dos sons.- Dificuldades com o significado das palavras;- Inversões de letras;-Dificuldade em associar letras do alfabeto com seus respectivos sons;- Rendimento escolar Inferior em leitura, gramática, ortografia, matemática;- Dificuldade em aprender uma língua estrangeira.O que pode causar o DPAC?- Genética, um grande número de casos é hereditário, pais e filhos apresentam características semelhantes;- Otites freqüentes durante os 3 (três) primeiros anos de vida (Processos alérgicos respiratórios, tais como sinusites, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados);- Permanência em UTI-Neonatal por mais de 48 horas;- Experiências auditivas insuficientes durante a 1ª infância.Os sintomas comportamentais de crianças encaminhadas para a avaliação do PAC:Crianças com alteração de comportamento, de atenção e dificuldades auditivas não orgânicas.Crianças com suspeita de distúrbio de aprendizagem, cuja queixa é apresentada pelos pais ou professores.Crianças encaminhadas por apresentarem distúrbio de comportamento social.Laura Niquini de Faria Fonoaudióloga do Hospital de Olhos -CRFa. 6143/MGReferências Bibliográficas:1 CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, 220p.2 MÖOJEN, S. M. P. Caracterizando os Transtornos de Aprendizagem. In: BASSOLS, A. M. S. e col. Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.3 AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.4 http://www.nimh.nih.gov/publicat/learndis.htm

Atendimentos

Presencial e Online:
  • Inteligência emocional
  • Traumas
  • Fobias
  • Medo de falar em público
  • Ansiedade
  • Ansiedade social-Fobia social

  • Vergonha e Timidez
  • Autoestima
  • Autovalor- Amor próprio
  • Coaching- Metas e objetivos
  • Etc



WhatsApp 55-11-8117 5807
E-mail para-  actool@actool.com.br

Transtorno de Atenção

TRANSTORNO DE ATENÇÃO
o TDAH, (sigla que representa transtorno de deficit de atenção e hiperatividade) é caracterizado por uma série de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, e causam muitos problemas quando não tratado, podendo transformar a vida da criança e de quem tem que lidar com ela, insuportável.
            A vida da criança portadora do distúrbio torna-se muito prejudicada em vários aspectos; como fracasso escolar e comprometimento nas relações sociais e afetivas. O TDAH é muito controverso no sentido de se entender suas características, pois elas variam bastante de uma criança para outra, podendo muitas vezes um aspecto ser mais marcante em uma criança e em outra evidenciar um outro aspecto.
          Normalmente este comportamento é acompanhado de excesso de atividade e de muita agitação, sendo o aluno considerado indisciplinado, bagunceiro e não bem-vindo pelo grupo. Geralmente a criança hiperativa é tida como um aluno problema, o que acaba agravando muito sua auto-estima. Ele tem muita dificuldade de manter a sua atenção, mesmo que por curtos períodos. Costuma ser muito impulsiva, age sempre sem pensar, envolve-se freqüentemente em acidentes, encostando e derrubando objetos por onde passa, prejudicando o rendimento em classe, normalmente deixa suas tarefas inacabadas.
          O hiperativo não consegue parar quieto, faz muitas perguntas e nunca espera as respostas. Pode muitas vezes ser agressivo e é freqüentemente considerado desastrado. Esse tipo de comportamento é de difícil identificação, visto que nem toda criança muito agitada tem o Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade ou vice-versa.
         Muitas vezes a criança pode ter mais os outros sintomas do que a hiperatividade. Segundo Barkley (2002), uma criança com TDAH tem muita dificuldade em controlar seu comportamento e este é o problema central para a maioria das crianças que tem o transtorno, já que o comportamento muito desinibido pode causar grande prejuízo, pois traz como conseqüência o comportamento agitado, impulsivo e desatento.

Por Magna de Oliveira Melo