segunda-feira, 16 de março de 2009

Transtorno de Atenção

Dificuldade de Aprendizagem
A criança com Transtorno de atenção sabe que todos a acham preguiçosa, desastrada ou que incomoda demais, mas tenta controlar sua atitude porque a criança com o transtorno tem necessidade de se sentir “enturmada” e motivada. Desde cedo percebe a necessidade de aprovação e de aceitação, desejo de agradar e uma grande ansiedade por causa disto, afirma Condemarín at. al (2006), só que frequentemente faz as atividades mal feitas para acabar logo e se quer fazer bem feito geralmente não consegue. Aumentando os riscos de fracassar novamente ao não atingir o que se espera dela. Costuma sentir que ninguém a entende porque não é igual às outras crianças e gostaria de ser. “As crianças tiram o sarro de mim, fazem gozações. Eles me chamam de minhoca e de supertartaruga lerdinha. Todos acham engraçado, menos eu” (BENCZIK e ROHDE,1999, p.19).
            Ao longo da vida a história pessoal vai se estabelecendo, e é construída pelo significado que daremos de acordo com as nossas percepções dos acontecimentos que serão registrados em nossa mente. Quando a criança sentir-se culpada ou confusa por seus pais brigarem por causa dela e ter medo disso, principalmente ao ver a professora mandar bilhetes para a mãe sobre seu comportamento, suas notas, sua distração ou falar que sempre se mete em confusão, ela está construindo uma história que poderá aftar improdutivamente sua vida academica e social. "Fico triste. Às vezes tento disfarçar, finjo que não ligo, mas não é verdade. Queria que todos me dissessem: - Olha, o Pedro foi o melhor, como eu gostaria que a minha tarefa fosse realmente a melhor”. (BENCZIK e ROHDE,1999, p.23) Um fator fundamental para o aprendizado é a atenção e quando essas crianças não conseguem se concentrar, não aprendem o que é ensinado. A criança até pode saber é para fazer, mas não consegue, já que constantemente age sem pensar, não consegue controlar o comportamento, faz uma coisa e pensa em outra. “Não há como negar a importância da atenção no processo de aprendizagem, por exemplo, aprender a “prestar atenção” a detalhes de forma e de posição é fundamental para a aprendizagem da alfabetização” (Benczik, 2002). É necessário dar possibilidade de a pessoa passar por experiências externas que vão possibilitar que o seu sistema mental construa circuitos neurais necessários para esta operação.
          O nosso trabalho terapêutico e individualizado  tem como objetivo principal dar possibilidades para que o cliente possa se reorganizar em suas estruturas neurológicas, possibilitando que construções sinapticas sejam construídas ou organizadas a fim de fornecer meios eficazes para sua total funcionalidade cerebral. Através de um diagnóstico prévio, será levantado os matriciais limitadores a serem trabalhados e serão realizadas encontros periódicos as intervenções necessárias ao ajuste do foco de atenção.

dislexia de leitura

O que é dislexia de leitura?
Dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura levando a um deficit de aprendizado. A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema visual.
Devido ao esforço despendido no processamento das informações visuais, a leitura torna-se mais lenta e segmentada, o que compromete a velocidade de cognição e a memorização, produzindo cansaço, inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjôo, distração e fotofobia, após um intervalo relativamente curto na leitura.
Embora a causa da dislexia de leitura esteja relacionada às alterações neurobiológicas no processamento cerebral, problemas oculares contribuem significativamente para os sintomas da dislexia, pois estima-se que 85% de todo o aprendizado dependa das informações recebidas através do sistema visual. A avaliação oftalmológica dos pacientes disléxicos deve ser dinâmica considerando a atividade ocular durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (quadro negro, livros e cadernos e computador), o fluxo de informações constante e a percepção e cognição cerebral. Este fluxo deve se processar, de maneira contínua através de movimentos sacádicos e fixações que refletem o estilo de leitura de cada pessoa, e que independem até certo ponto da dificuldade do texto.
O estilo de leitura é caracterizado através do DPLC - diagnóstico padrão de leitura e cognição. Através do DPLC, a eficiência da leitura, aprendizado e memorização são obtidos antes e após o uso do filtros seletivos. No Hospital de Olhos, o DPLC é obtido através do rastreamento da atividade ocular dinâmica, associada a testes da visão funcional, contraste, estereopsia e fotosensibilidade e são sempre precedidos por laudos neuro e psicopedagógicos, já que a abordagem da dislexia de leitura é sempre multidisciplinar. Os sintomas são: - Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)- Dores de cabeça - Desempenho comprometido nos esportes com bola- Acompanhamento de objetos em movimento- Sonolência em viagens de carro ou ônibus- Direção Noturna- Cansaço/Fatiga geral- Uso de computador- Audição “retardada”- Baixa concentração no estudo e provas - Leitura de Música- Percepção de profundidade- ADD/HD- Dores de estômago- Explosões de comportamento- Náusea/Tontura- Seguir com os olhos- Ansiedade - Nervosismo.

Treine a lateralidade direita do seu cérebro!

Treine a lateralidade direita do  seu cérebro!
Fale somente as cores. O seu cérebro vai tentar ler as palavras. Desafie-o, usando sua lateralidade direita enquanto o cérebro tenta usar o lado esquerdo. ( esta brincadeira ajuda na concentração e na memória) divirta-se!