quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Porque um disléxico não compreende o que lê?

Observando um cenário de uma criança de 10 anos lendo em voz alta uma frase simples como “O CAVALO MARROM PULOU POR CIMA DO MURO DE PEDRA E CORREU PELO PASTO” seria simples para a criança que pense no som das palavras, mas para um disléxico da mesma idade que constrói imagens com as palavras lidas, o processo torna-se mais difícil.

A primeira palavra “O” já causa um vazio na imaginação, pois não há imagem nela. Isso já desencadeia uma confusão mental. A criança se concentra e força-se para ultrapassar essa imagem em branco e diz “O” forçando-se a ler a próxima palavra. Esta palavra “CAVALO” PROPUZ UMA IMAGEM mental de um cavalo e concentrando-se diz “cavalo”.

A palavra “MARROM” transforma a imagem anterior num “cavalo marrom” continuando a sua concentração diz “marrom”.

A palavra “PULOU” faz o cavalo se erguer no ar. A criança continua se concentrando e diz “pulou”.

A palavra “POR” novamente produz o vazio e concentrando-se mais ela diz “por”. A palavra “CIMA” faz o cavalo marrom se erguer e concentrando, diz “cima”.

A palavra “DO” produz o branco novamente aumentando sua confusão, porém o seu limite da confusão ainda não foi atingido. Agora ela precisa dobrar a concentração para ir adiante para a próxima palavra “DO” e ao fazer isso ela pode até omitir esta palavra.

A palavra “MURO” produz a imagem de um muro e com a concentração redobrada diz “ muro”. A palavra “DE” produz branco de novo mas ela ainda consegue dizer “de”.

A palavra “PEDRA” transforma o muro num muro de pedra e ainda com a concentração redobrada ele diz “pedra”.

A palavra seguinte “E” produz espaço em branco novamente e desta vez atinge o limite da confusão que a deixa sem orientação. Ela para, mais confusa, duplamente concentrada e agora desorientada. A única maneira dela continuar lendo é aumentando ainda mais a concentração, mas como agora ela está desorientada os sintomas da dislexia vão aparecer. É possível que ela deixe de dizer a palavra “E”’ ou substitua por “i” “a” “o’ e agora já não consegue mais formar uma percepção clara das palavras na página.

Agora ela faz um esforço muito grande para se concentrar e gasta muita energia para conseguir continuar lendo.

A palavra “ CORRER” como ela esta desorientada é substituída por corro e faz uma imagem de si mesmo correndo que não tem relação com o “cavalo marrom”.

A próxima palavra “PELO” produz a imagem vazia novamente. Ela para de novo, mais confusa, ainda mais desorientada. A única maneira dela continuar lendo agora é quadruplicando o esforço para a concentração, mas quando faz isso deixa de dizer a palavra “pelo”.

Esse tipo de confusão já pode ter produzido uma sensação de tonteira, se sente enjoada e as palavras não estão mais nítidas na página.

A última palavra “PASTO” ela precisa decifrar letra por letra para pronunciar o som da palavra e vai ver um capinzal, mas apesar disso consegue pronunciar a palavra “pasto”.

Quando termina ela fecha imediatamente o livro e o afasta, como se dissesse “CHEGA DISSO”.

Se perguntar o que ela acabou de ler poderá dizer “um lugar onde o capim cresce”. Ela até tem a imagem de um cavalo no ar, ele mesmo correndo, um muro de pedra, mas não consegue relacioná-las.

Quem ouve esta criança lendo pode dizer com certeza que ela não entendeu nada do que leu, mas ela não se importa de não entender, só está aliviada de ter sobrevivido a aflição dessa leitura. Se fosse um pouco mais velha saberia não entendeu o que acabou de ler e poderia voltar a ler. Mas vendo o cenário acima, você acha que adiantaria? Não.

Se for um adulto vai reler algo importante de três a dez vezes para entender ou então vai desistir.
Se  você se encaixa neste exemplo ou seu filho, não desista achando que precisará ser sempre assim,  procure ajuda e melhore sua capacidade para ler com mais conforto e mais facilidade. Tudo é modificavel!

                                                                                                                              Magna de Oliveira Melo

Referencia bibliográfica- DAVIS, Ronald D. o dom da dislexia . Rio de Janeiro: Rocco, 2004.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Sinais de Dislexia nas diferentes fases da infância e escolarização



É importante destacar que a precocidade da identificação de alguns sinais de Dislexia são perceptíveis desde a pré-escola e, de acordo com SHAYWITZ (2006), o primeiro sinal de um problema de linguagem (e de leitura) pode ser o início tardio em começar a falar.


A seguir, serão elencadas algumas orientações, direcionadas especificamente aos educadores, com a finalidade de fornecer-lhes mais uma ferramenta, que possam auxiliá-los a identificar características que sugiram investigação específica, segundo SHAYWITZ (2006).

Na pré-escola observar as seguintes características e/ou dificuldades quando a criança começar a falar:


• Problemas de aprendizagem de rimas infantis comuns (quando o aluno não consegue decorar uma rima simples – “Um dois, feijão com arroz”);

• Falta de interesse pelas rimas;


• Palavras mal pronunciadas; persistência da chamada linguagem de bebê;


• Dificuldade em aprender e lembrar o nome das letras, cores e números;


• Deficiência em saber o nome das letras de seu próprio nome.


1º e 2º anos


• Deficiência em entender que as palavras podem ser divididas em partes (guarda-chuva), e que depois esta palavra pode ser dividida em duas palavras (com significados distintos) e por fim em sons;

• Incapacidade de aprender a associar letras e sons, incapaz de fazer a correspondência do grafema B ao som “B”;

• Erros de leitura que não demonstram conexão alguma dos sons com as letras (ler a palavra casa como pote);

• Incapacidade de ler palavras simples de uma só sílaba ou de pronunciar mesmo as palavras mais simples (pó, pá, meu, dói, ai, deu);

• Reclamações sobre o quanto é difícil ler, podendo sair do local ou esconder-se na hora da leitura;

• Histórico de problemas de leitura presentes em pais e irmãos.

Nesta fase, também devem ser observados indícios de pontos fortes, nos processos de pensamento, além daqueles de fala e leitura:

• Curiosidade;

• Grande imaginação;

• Capacidade de descobrir como as coisas acontecem;

• Forte envolvimento com idéias novas;

• Boa compreensão do ponto essencial das coisas;

• Boa compreensão de novos conceitos;

• Maturidade surpreendente;

• Grande vocabulário para sua faixa etária;

• Satisfação ao resolver quebra-cabeças e problemas;

• Talento para construção de modelos;

• Excelente compreensão de histórias que lhe são lidas ou contadas.


A partir do 3º ano:


Em relação à fala:


• Pronúncia incorreta de palavras longas, desconhecidas ou complicadas;

• Ruptura de palavras – omite ou confunde a ordem das partes de uma palavra (escola por secola, salada por sadala);

• Discurso não fluente, contendo pausas ou hesitações freqüentes;

• Uso de linguagem imprecisa, utilizando termos como coisa, negócio em vez de utilizar o nome correto do objeto (disnomia – incapacidade para recordar nomes próprios);

• Incapacidade de encontrar a palavra correta, confundindo palavras que tenham sonoridade semelhante, mas com sentido diverso (frito por grito);

• Necessidade de tempo maior para elaborar uma resposta oral ou incapacidade de dar uma resposta verbal de maneira rápida ao ser questionado;

• Dificuldade de lembrar partes isoladas de informação verbal (memória imediata) como datas, nomes, números de telefones, listas aleatórias.

 
Em relação à leitura:

• Progresso muito lento na aquisição das habilidades de leitura;

• Falta de estratégias para a leitura de palavras novas;

• Problemas ao ler palavras desconhecidas (novas ou não familiares) que devem ser pronunciadas em voz alta; tentativa de adivinhar a palavra ao lê-la; falhas na organização dos sons das palavras quando as pronuncia;

• Inabilidade para ler palavras funcionais, como por exemplo: em, na, e, aquela;

• Medo acentuado em ler em voz alta; quando o faz apresenta uma leitura contaminada por substituições, omissões, e palavras mal pronunciadas, além de um ritmo pouco fluente, lento, entrecortado e trabalhoso; não tem inflexão e parece a leitura de uma língua estrangeira;

• Desempenho desproporcionalmente fraco em testes de múltipla escolha, além de não conseguir finalizá-los no tempo estabelecido;

• Substituições de palavras de mesmo significado quando não consegue pronunciar, como: blusa por roupa;

• Dificuldade de leitura e conseqüente incompreensão dos enunciados dos exercícios de Matemática;

• Escrita (à mão) confusa, com ortografia desastrosa, mas grande facilidade ao utilizar o editor de textos, possuindo rapidez para digitar;

• Extrema dificuldade para aprender uma língua estrangeira;

• Falta de entusiasmo em relação à leitura; evita ler livros ou até mesmo uma frase; quando pode, faz escolha por textos que sejam pequenos, tenham letras maiores e muitas figuras (características esperadas para alunos de anos anteriores);

• Com o decorrer do tempo pode aumentar a precisão da leitura, porém ainda continua a ser sem fluência e trabalhosa;

• Auto-estima em declínio, presença de sofrimentos nem sempre visíveis;

• Histórico familiar com as mesmas características em relação à aprendizagem, leitura e ortografia.

Mesmo apresentando estas características relacionadas a problemas fonológicos, há indícios de habilidades nos processos de pensamento de alto nível:

• Excelentes habilidades de pensamento: contextualização, raciocínio, imaginação e abstração;

• Capacidade de entender “o todo”;

• Capacidade para ler e compreender palavras já aprendidas relativas a uma determinada área de interesse;

• Vocabulário de alto nível, em relação à sua idade e escolaridade, no que diz respeito às palavras que ouve;

• Compreensão acima da média, daquilo que lhe foi lido;

• Excelência em áreas que não dependam de leitura, como artes visuais, computação, ou em áreas que não exijam relacionar a fatos imediatos, filosofia, biologia, neurociências.

Ao trabalhar com alunos disléxicos (ou alunos portadores de outros distúrbios), deve-se sempre verificar aquilo que ele tem preservado em relação a suas habilidades específicas, valorizá-las e incentivá-los a desenvolvê-las muito mais. Desta forma é possível sair do quadro de insucesso ou fracasso escolar e resgatar sua auto-estima, fazendo-o acreditar e perceber que tem capacidade para outras tarefas, e não fixar-se somente numa inabilidade devido ao distúrbio.

SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia. Tradução: Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2006.

Autora do artigo: Kátia Lima – Pedagoga especialista em distúrbios de aprendizagem.
Acompanhamento pedagógico particular de 1º a 9º ano
Tel: 55487035 / cel 75143968- e-mail: katialima64@gmail.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Dificuldade de Leitura
Quando uma pessoa tem dificuldades para ler ou para escrever, mesmo tendo recebido educação apropriada, suas oportunidades de sucesso na escola e na vida são diminuídas.

 

Freqüentemente associamos estas dificuldades com uma menor capacidade intelectual, mas o problema real pode ser um distúrbio de aprendizado.



A dislexia é um tipo de distúrbio de aprendizado que interfere na maneira como a pessoa percebe e processa letras, números e símbolos. Um diagnóstico de dislexia deve ser feito por um profissional, mas existem alguns sinais que pais e professores podem observar assim que a criança começa a aprender a ler e escrever, como;
Letras e números percebidos e escritos de forma invertida ou de cabeça para baixo.


• Dificuldades em aprender alguns fonemas.

• Memorizar novas palavras.

• Problemas com a coordenação motora.

• Dificuldades com leitura


Se seu filho apresenta algum destes sinais procure um profissional da escola ou um especialista em psicopedagia.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

 ME

RIA












  • Cada individuo tem uma percepção única da realidade, um mapa mental que é formado por todo o aprendizado, experiências, crenças e sensações recebidas pelos sentidos. 

  • A memória é muito importante para a aquisição da aprendizagem, é um processo de retenção de informações.

  • A memória e a aprendizagem são as bases para todos os conhecimentos, habilidades e planejamentos.

  • O aprendizado é registrado e processado pelo cérebro construindo arquivos se dividindo em memória do trabalho, memória imediata e memória de longo prazo.

  • A memória pode sofrer alterações no funcionamento devido a variados fatores como, distúrbios cerebrais, neurais, danos no hipocampo, estresse, falta de sono, entre outros.

  • A pessoa refém melhor a informação quando esta está associada a uma emoção, alem disso é preciso que o conteúdo seja significativo para que seja armazenado na memória de longo prazo.

  • É importante um professor saber como a memória retém informações para transmitir os conteúdos de uma forma mais atraente e interessante.

domingo, 19 de julho de 2009

Dislexia de leitura

PEI: Uma nova proposta de intervenção na Dislexia e Síndrome de Irlen
Ler é mais difícil que falar. Enquanto a fala é aprendida naturalmente pelo homem, a leitura é ensinada por meio de um código de criação humana altamente complexo.

O bom leitor é aquele que desenvolve as habilidades de decodificação desses códigos de maneira eficiente. Daí a necessidade de conceituarmos a dislexia como uma dificuldade que está relacionada com a percepção do texto escrito.

A percepção visual do texto relaciona-se com os movimentos sacádicos e com as fixações do olho. Para Shaywitz, a leitura está relacionada com a percepção visual que é a capacidade de retirar informações e conhecimento do mundo visível. (Shaywitz, 2006). Por outro lado, numa abordagem psicolingüística, a dislexia é uma dificuldade na aprendizagem da leitura relacionada ao reconhecimento da correspondência entre os símbolos gráficos (grafema), o fonema e a transformação dos símbolos gráficos em linguagem verbal.

A descoberta da Síndrome de Irlen, cujo foco está no processamento visual e na sensibilidade à luz, disponibilizou aos profissionais uma ferramenta que ameniza as dificuldades. Estas ferramentas são os chamados “overlays” ou lâminas de contraste e os filtros espectrais que proporcionam conforto na leitura e mais concentração a esses pacientes. O ganho com esse novo método nos faz entusiastas desse recurso, mas, de alguma forma, nos leva a outra inquietação: o que mais podemos fazer para melhorar as dificuldades de aprendizagem relacionadas à leitura e escrita dessas pessoas?


  • Não sabe se organizar


  • é desatento


  • começa e não termina uma tarefa


  • é impulsivo


  • tem boas idéias, mas não consegue colocá-las no papel


  • estuda, mas não consegue tirar boas notas na escola


  • não compreende o que lê


  • a auto estima comprometida.
Essa é uma realidade que encontramos quando se trata de pessoas com dificuldades de aprendizagem. Na experiência do consultório atendo pacientes com dificuldades de aprendizagem e outros que usam os filtros espectrais e apresentam dislexia. Os filtros liberam essa pessoa do esforço e do desconforto tornando-as mais atentas e menos estressadas no que se refere ao visual. Já o PEI (Programa de Enriquecimento Instrumental), criado pelo Prof Dr. Reuven Feuerstein, desenvolve e aprimora as operações mentais que estão deficientes e que impedem um bom desempenho acadêmico ou profissional. São elas: o trabalho com mais de uma fonte de informação, análise e síntese, percepção visual, orientação espaço-temporal, dentre muitas outras (Gomes, 2002). E a mais importante delas: o sentimento de competência.
“O uso dos filtros e o PEI modificaram minha vida, agora não tenho medo de enfrentar desafios... em pouco tempo, já consegui ler dois livros com um nível de compreensão que não tinha antes!”, é o que afirma a paciente Erica Werber de 24 anos. Já Rafael Horta, 16 anos, que utiliza os filtros espectrais há quase um ano e está passando pelo PEI, a sensação é de mais segurança na escola, além da leitura ter se tornado um prazer e as notas terem melhorado. A diferença já é perceptível pela família e pela escola. As pessoas que passam ou passaram pelo programa (tendo dislexia ou não) tornaram-se conscientes de suas dificuldades e de seus processos e passaram a criar novas estratégias para melhorar seu conhecimento e elevar seu sentimento de competência muitas vezes comprometido pelo fracasso escolar/profissional ou por uma dificuldade no processamento visual. Nas palavras do Prof. Feuerstein: “Educar é uma aposta no outro”. Por isso, o PEI precisa ser conhecido nas escolas e clínicas para que a educação ganhe um novo olhar sobre o processo de aprendizagem e a hora de começar é agora!
Autora do artigo: Suely Mesquita Psicopedagoga Clínica e Institucional do Hospital de Olhos ( BH)Mediadora do PEI pelo ICELP – Israel e Professora Universitária.

terça-feira, 2 de junho de 2009

PAC

Como ouvimos os sons?O pavilhão auricular é responsável por captar os sons provenientes do ambiente, que são conduzidos pelo canal auditivo até chegar a membrana timpânica. O tímpano recebe então esta vibração vinda das ondas sonoras e, a transmite aos ossículos, movendo o martelo que faz vibrar a bigorna e por sua vez vibra o estribo. O estribo está anatomicamente ligado à cóclea pela janela oval (pequeno orifício), que lhe transmite o sinal elétrico. A cóclea está conectada ao nervo vestíbulo-coclear, VIII par craniano, que envia a este o impulso nervoso. O impulso nervoso é conduzido ao centro de audição do córtex cerebral, que é responsável por interpretar estes sinais nervosos.O que é Processamento Auditivo Central (PAC)?“Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.” É o processo de decodificação das ondas sonoras desde a orelha externa até o córtex cerebral, ou seja, a capacidade de analisar, associar e interpretar as informações sonoras que nos chegam pelo sentido da audição.Quais são as habilidades auditivas centrais testadas?Como ainda não conseguimos identificar com detalhes como o sistema auditivo realiza o processamento auditivo, identificamos algumas habilidades que devem ser testadas: Atenção seletiva: é a capacidade de selecionar estímulos, é avaliado através de estímulos verbais de escrita dicótica. Detecção do som: é a capacidade de perceber, identificar a presença de um som , é avaliado através de audiometria , discriminação vocal , timpanometria e pesquisa de reflexo. Sensação sonora: é quando um estímulo é recebido pelo sentido da audição , é quando o indivíduo tem a sensação se o som é alto ou baixo , forte ou fraco ,longo ou curto. Discriminação: é o processo de detectar diferenças entre os estímulos sonoros. Localização: é saber local da origem do som, é avaliado através da localização sonora em cinco direções. Reconhecimento: requer aprendizado, é avaliado através de logoaudiometria pediátrica, para o reconhecimento de frases na presença de mensagem. Compreensão: dar significado ao som escutado. Memória: arquivar informações e recuperá-las quando houver necessidade , é avaliado através de memória seqüencial para sons verbais (pa ,ta, ca) e não verbais (guizo, coco, sino, agogô).O que é um distúrbio do processamento Auditivo Central (DPAC)?“É uma falha no desenvolvimento das habilidades perceptivas auditivas”; mesmo com audição normal, é totalmente diferente de perda auditiva. Em geral encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem. Crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem tem dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo lingüístico e apresentam falhas cognitivas .É possível que comprometimentos lingüísticos ou cognitivos possam ser resultantes de problemas perceptuais. Sintomas do Distúrbio do processamento Central Auditivo (DPAC): - Apresenta dificuldade em manter atenção aos sons;- Dificuldade em escutar em ambientes ruidosos;- Dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita;- Dificuldade em compreender o que lê;- Necessidade de ser chamado várias vezes ("parece" não escutar);- Não entende o que foi dito;- Solicita com freqüência a repetição das informações: Ah? O quê? Pode repetir?- Dificuldade em entender expressões com duplo sentido ou piadas ou idéias abstratas;- Dificuldade ao dar um recado ou contar uma história;- Problemas de memória para nomes, datas, números e etc;- Dificuldade em acompanhar uma conversa, aula ou palestra com outras pessoas falando ao mesmo tempo;- Problemas de fala (troca /L/R/S/E/CH/), principalmente os sons /R/ e /L/;- Alterações de pronúncia;- Dificuldade em localizar a origem dos sons.- Dificuldades com o significado das palavras;- Inversões de letras;-Dificuldade em associar letras do alfabeto com seus respectivos sons;- Rendimento escolar Inferior em leitura, gramática, ortografia, matemática;- Dificuldade em aprender uma língua estrangeira.O que pode causar o DPAC?- Genética, um grande número de casos é hereditário, pais e filhos apresentam características semelhantes;- Otites freqüentes durante os 3 (três) primeiros anos de vida (Processos alérgicos respiratórios, tais como sinusites, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados);- Permanência em UTI-Neonatal por mais de 48 horas;- Experiências auditivas insuficientes durante a 1ª infância.Os sintomas comportamentais de crianças encaminhadas para a avaliação do PAC:Crianças com alteração de comportamento, de atenção e dificuldades auditivas não orgânicas.Crianças com suspeita de distúrbio de aprendizagem, cuja queixa é apresentada pelos pais ou professores.Crianças encaminhadas por apresentarem distúrbio de comportamento social.Laura Niquini de Faria Fonoaudióloga do Hospital de Olhos -CRFa. 6143/MGReferências Bibliográficas:1 CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, 220p.2 MÖOJEN, S. M. P. Caracterizando os Transtornos de Aprendizagem. In: BASSOLS, A. M. S. e col. Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.3 AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.4 http://www.nimh.nih.gov/publicat/learndis.htm

Marque sua consulta

Atendimentos para crianças, adolescentes e adultos em:
Psicopedagogia, Neuroeducação, Alfabetização, Programa de Enriquecimento Instrumental ( PEI), Avaliação e Intervenção para dislexia de leitura (síndrome de Irlen), etc.

Rua Pereira Stefano- Saúde tel 8117 5807 /8348 73 85 / 8214 9058

Transtorno de Atenção

TRANSTORNO DE ATENÇÃO
o TDAH, (sigla que representa transtorno de deficit de atenção e hiperatividade) é caracterizado por uma série de problemas relacionados com falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, e causam muitos problemas quando não tratado, podendo transformar a vida da criança e de quem tem que lidar com ela, insuportável.
            A vida da criança portadora do distúrbio torna-se muito prejudicada em vários aspectos; como fracasso escolar e comprometimento nas relações sociais e afetivas. O TDAH é muito controverso no sentido de se entender suas características, pois elas variam bastante de uma criança para outra, podendo muitas vezes um aspecto ser mais marcante em uma criança e em outra evidenciar um outro aspecto.
          Normalmente este comportamento é acompanhado de excesso de atividade e de muita agitação, sendo o aluno considerado indisciplinado, bagunceiro e não bem-vindo pelo grupo. Geralmente a criança hiperativa é tida como um aluno problema, o que acaba agravando muito sua auto-estima. Ele tem muita dificuldade de manter a sua atenção, mesmo que por curtos períodos. Costuma ser muito impulsiva, age sempre sem pensar, envolve-se freqüentemente em acidentes, encostando e derrubando objetos por onde passa, prejudicando o rendimento em classe, normalmente deixa suas tarefas inacabadas.
          O hiperativo não consegue parar quieto, faz muitas perguntas e nunca espera as respostas. Pode muitas vezes ser agressivo e é freqüentemente considerado desastrado. Esse tipo de comportamento é de difícil identificação, visto que nem toda criança muito agitada tem o Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade ou vice-versa.
         Muitas vezes a criança pode ter mais os outros sintomas do que a hiperatividade. Segundo Barkley (2002), uma criança com TDAH tem muita dificuldade em controlar seu comportamento e este é o problema central para a maioria das crianças que tem o transtorno, já que o comportamento muito desinibido pode causar grande prejuízo, pois traz como conseqüência o comportamento agitado, impulsivo e desatento.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Simpósio de Neuroeducação

Curso Pré-Simpósio:01 de maio
O Curso Pré-Simpósio desenvolverá nos participantes a capacidade de identificar sintomas do Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC), além de prepará-los para compreender melhor as necessidades de seus portadores.
O Processamento Auditivo se traduz como o processo de decodificação das ondas sonoras, que acontece a partir da orelha externa e vai até o córtex cerebral, envolvendo a capacidade de analisar, associar e interpretar informações sonoras captadas pelo sentido da audição. O DPAC é decorrente de desordem no desenvolvimento destas habilidades auditivas produzindo desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema auditivo.
O DPAC afeta pessoas de todas as idades e é caracterizado por falhas nas construções neurológicas das habilidades perceptivas auditivas, provocando dificuldades na aprendizagem escolar. Portadores do DPAC apresentam dificuldades em manter a atenção nos sons, em aprender a ler e escrever, entender o que lêem, parecem sempre “desligados” e precisam ser chamados à atenção várias vezes. Além disso, pedem com freqüência para as pessoas repetirem as informações (O quê? Ahhhnnn?), têm dificuldade para entender piadas, idéias abstratas ou com duplo sentido, para relatar conversas que ouviram, gravar nomes, datas, entender o que uma pessoa fala em contextos onde há outras falando ou sons periféricos ocorrendo simultaneamente. O Distúrbio pode ter várias causas. Entre elas: a herança genética, processos alérgicos respiratórios, otites freqüentes durante os primeiros anos de vida e experiências auditivas insuficientes durante a primeira infância.
Neste curso, neuroeducadores, educadores e pessoas interessadas no assunto aprenderão tudo sobre o processo de decodificação das ondas sonoras que chegam ao cérebro pelo sentido da audição, sobre o Distúrbio do Processamento Auditivo Central e conhecerão a visão inovadora da Neuroeducação sobre a estrutura mecânica quântica utilizada pelo sistema mental para representar as informações auditivas. Vale à pena conferir!
Programa: 09:00 às 12:00h
Prof. Dr. Fernando Capovilla detalhando o PAC e o DPAC.
15:00 às 18:00h
Prof. Esp. Susan Leibig mostrará as possibilidades que as ferramentas de intervenção da Neuroeducação apresentam para ajudar no tratamento do DPAC.
Facilitadores:
Prof. Dr. Fernando C. Capovilla - psicólogo, Mestre em Psicologia Experimental da Aprendizagem e do Desenvolvimento (Universidade de Brasília, 1984), PhD em Psicologia Experimental Humana (Temple University, Philadelphia, 1989), Livre-Docente em Neuropsicologia Clínica (Universidade de São Paulo, 2000). Professor orientador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Experimental do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP). Coordenador do Laboratório de Neuropsicolinguística Cognitiva Experimental, e da Unidade de Reabilitação de Distúrbios de Cognição e Linguagem. Coordenador de Projeto do Observatório Nacional de Educação do Inep-Capes. Orientou 32 teses e dissertações e publicou 50 livros e centenas de artigos nas áreas de avaliação de desenvolvimento da linguagem oral, escrita e de sinais e de intervenção para prevenção e tratamento de distúrbios de linguagem.
Prof. Esp. Susan Leibig – neuroeducadora e criadora da metodologia ensinada na Pós-graduação Lato Sensu em Neuroeducação é diretora do Instituto de Pesquisas em Neuroeducação, pós-graduada em Distúrbios de Aprendizagem, master trainer em Programação Neurolinguística, coach e membro do IASH – Institute for the Advanced Study of Health (Ca. USA).
Simpósio:02 e 03 de maio Para mostrar a Neuroeducação e demonstrar as nuances da sua prática clínica, a agenda do Simpósio foi organizada com palestras, workshop e muitas apresentações de estudos de casos, desenvolvidos por neuroeducadores, pós-graduados em Neuroeducação, que apresentarão cases trabalhados por eles, descrevendo as intervenções realizadas durante os atendimentos e mostrando os resultados que muitas pessoas têm obtido com a eficácia funcional desta neurotecnologia. Como afirma a Dra. Susan Leibig, 'uma das grandes contribuições da Neuroeducação para o universo da Educação é o auxílio que ela pode oferecer, em curto prazo, na superação das dificuldades de aprendizagem dos seres humanos nas mais diversas áreas, habilidades e competências'. Nos próximos dias incluiremos as apresentações que abrilhantarão estes dois dias de muitas novidades e novos conhecimentos. Eu, Magna de Oliveria Melo estarei apresentando um estudo de caso sobre a importância da neuroeducação na prática interventiva de problemas com a atenção.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Transtorno de Atenção

Dificuldade de Aprendizagem
A criança com Transtorno de atenção sabe que todos a acham preguiçosa, desastrada ou que incomoda demais, mas tenta controlar sua atitude porque a criança com o transtorno tem necessidade de se sentir “enturmada” e motivada. Desde cedo percebe a necessidade de aprovação e de aceitação, desejo de agradar e uma grande ansiedade por causa disto, afirma Condemarín at. al (2006), só que frequentemente faz as atividades mal feitas para acabar logo e se quer fazer bem feito geralmente não consegue. Aumentando os riscos de fracassar novamente ao não atingir o que se espera dela. Costuma sentir que ninguém a entende porque não é igual às outras crianças e gostaria de ser. “As crianças tiram o sarro de mim, fazem gozações. Eles me chamam de minhoca e de supertartaruga lerdinha. Todos acham engraçado, menos eu” (BENCZIK e ROHDE,1999, p.19).
            Ao longo da vida a história pessoal vai se estabelecendo, e é construída pelo significado que daremos de acordo com as nossas percepções dos acontecimentos que serão registrados em nossa mente. Quando a criança sentir-se culpada ou confusa por seus pais brigarem por causa dela e ter medo disso, principalmente ao ver a professora mandar bilhetes para a mãe sobre seu comportamento, suas notas, sua distração ou falar que sempre se mete em confusão, ela está construindo uma história que poderá aftar improdutivamente sua vida academica e social. "Fico triste. Às vezes tento disfarçar, finjo que não ligo, mas não é verdade. Queria que todos me dissessem: - Olha, o Pedro foi o melhor, como eu gostaria que a minha tarefa fosse realmente a melhor”. (BENCZIK e ROHDE,1999, p.23) Um fator fundamental para o aprendizado é a atenção e quando essas crianças não conseguem se concentrar, não aprendem o que é ensinado. A criança até pode saber é para fazer, mas não consegue, já que constantemente age sem pensar, não consegue controlar o comportamento, faz uma coisa e pensa em outra. “Não há como negar a importância da atenção no processo de aprendizagem, por exemplo, aprender a “prestar atenção” a detalhes de forma e de posição é fundamental para a aprendizagem da alfabetização” (Benczik, 2002). É necessário dar possibilidade de a pessoa passar por experiências externas que vão possibilitar que o seu sistema mental construa circuitos neurais necessários para esta operação.
          O nosso trabalho terapêutico e individualizado  tem como objetivo principal dar possibilidades para que o cliente possa se reorganizar em suas estruturas neurológicas, possibilitando que construções sinapticas sejam construídas ou organizadas a fim de fornecer meios eficazes para sua total funcionalidade cerebral. Através de um diagnóstico prévio, será levantado os matriciais limitadores a serem trabalhados e serão realizadas encontros periódicos as intervenções necessárias ao ajuste do foco de atenção.

dislexia de leitura

O que é dislexia de leitura?
Dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura levando a um deficit de aprendizado. A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema visual.
Devido ao esforço despendido no processamento das informações visuais, a leitura torna-se mais lenta e segmentada, o que compromete a velocidade de cognição e a memorização, produzindo cansaço, inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjôo, distração e fotofobia, após um intervalo relativamente curto na leitura.
Embora a causa da dislexia de leitura esteja relacionada às alterações neurobiológicas no processamento cerebral, problemas oculares contribuem significativamente para os sintomas da dislexia, pois estima-se que 85% de todo o aprendizado dependa das informações recebidas através do sistema visual. A avaliação oftalmológica dos pacientes disléxicos deve ser dinâmica considerando a atividade ocular durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (quadro negro, livros e cadernos e computador), o fluxo de informações constante e a percepção e cognição cerebral. Este fluxo deve se processar, de maneira contínua através de movimentos sacádicos e fixações que refletem o estilo de leitura de cada pessoa, e que independem até certo ponto da dificuldade do texto.
O estilo de leitura é caracterizado através do DPLC - diagnóstico padrão de leitura e cognição. Através do DPLC, a eficiência da leitura, aprendizado e memorização são obtidos antes e após o uso do filtros seletivos. No Hospital de Olhos, o DPLC é obtido através do rastreamento da atividade ocular dinâmica, associada a testes da visão funcional, contraste, estereopsia e fotosensibilidade e são sempre precedidos por laudos neuro e psicopedagógicos, já que a abordagem da dislexia de leitura é sempre multidisciplinar. Os sintomas são: - Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)- Dores de cabeça - Desempenho comprometido nos esportes com bola- Acompanhamento de objetos em movimento- Sonolência em viagens de carro ou ônibus- Direção Noturna- Cansaço/Fatiga geral- Uso de computador- Audição “retardada”- Baixa concentração no estudo e provas - Leitura de Música- Percepção de profundidade- ADD/HD- Dores de estômago- Explosões de comportamento- Náusea/Tontura- Seguir com os olhos- Ansiedade - Nervosismo.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Atendimentos

As sessões em neuroeducação são realizadas individualmente, com adultos e crianças. Costumam ter duração de aproximadamente cinquenta minutos, dependendo de cada pessoa. O cliente segue passos direcionados pelo orientador através de projeções holográficas.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

NeuroEducar

Se os padrões mentais internos estiverem desajustados, ou seja, com um funcionamento neuronal insatisfatório, podem provocar problemas de variadas ordens, incluindo a dificuldade para a aprendizagem. A neuroeducação vem trabalhando no conceito de tela mental e imaginação, sendo que através de ferramentas capazes de intervir sobre as dificuldades de aprendizagem em um processo rápido, fácil e sem esforço para o cliente, é possível “neuroprogramar” as dificuldades para tornar a aprendizagem mais fácil e agradável. Tais ferramentas possibilitam ao individuo atingir o seu potencial máximo de funcionalidade, transformando limitações em capacidades como possibilita a melhora da qualidade de vida do indivíduo. Todo estímulo, seja interno como um pensamento ou externo, como as palavras, gestos ou algum acontecimento no meio ambiente desencadeia no cérebro uma representação interna da realidade. Com isto esta mistura do que acontece no meio ambiente com o que acontecem em nossa mente formam nossa percepção.
Ao longo da vida a história pessoal vai se estabelecendo, e é construída pelo significado que daremos de acordo com as nossas percepções dos acontecimentos que serão registrados em nossa mente. A tendência do ser humano é relacionar um momento vivido anteriormente ao momento da realidade a qual está vivendo, pois o cérebro sempre busca referências de comparação e muitas vezes estas comparações levam às percepções desconectadas com a realidade e também às sensações desconhecidas que produzem consequentemente reações muitas vezes desnecessárias e inúteis. É preciso ter o conhecimento deste processo para poder mudar o padrão mental e desencadear uma mudança na percepção. Com a mudança surge a sensação de ter mais domínio das ações. Todos têm os meios para fazer isso. Não é possível mudar o passado, mas podemos alterar definitivamente a representação interna sobre ele, ou seja, alterar a forma como tais registros são representados em nossa mente e reestruturar fisicamente o cérebro. Goleman (1995) diz que o conhecimento que temos de nós mesmos, de nossos sentimentos ou intuição é fundamental para que possamos ter confiança, conhecendo nossos pontos fortes e fracos. Quando determinadas sensações tornam-se persistentes e freqüentes podem impedir uma pessoa de levar uma vida normal, que gera alguma improdutividade nas suas habilidades, capacidades e ações. É preciso, portanto buscar o referencial comparativo da pessoa que apresenta um problema, ou seja, quando uma pessoa se compara a outra pessoa cujo considere ser melhor que ela, faz com que a pessoa se valorize para menos, já que não atinge o seu referencial de comparação. O exemplo é quando um irmão que é melhor que o outro; sua referencia estará sempre no irmão, o qual é considerado sempre melhor e isto faz com que não se compare a si mesmo quanto às melhoras que podem acontecer ou já aconteceram, mas sempre com um referencial inatingível. Isto quer dizer que ela busca comparação no meio ambiente, quando esta comparação deveria ser sempre quanto a si mesma, o quanto pode ser melhorada.
Com a neuroeducação é possível desgravar tal sensação para poder tirar a sensação de insignificância. Possivelmente trabalhando na pessoa esta sensação e deixar a sensação na pessoa de que ela é igual a outras pessoas, nem menos e nem mais. Quando apaga a inferioridade a sensação agradável costuma aparecer naturalmente. Antes, porém é preciso descobrir em que a pessoa se acredita inferior, pode ser qualquer coisa ou qualquer pessoa. Se acreditar em alguém que disse que era algo a menos do que ela é, a pessoa passa a se comportar tal qual lhe foi dito e não percebe que esta atitude não é natural. Deve-se achar a fonte desta história pessoal da pessoa, de onde saiu a sua conclusão de que ela é assim ou tem que ser assim, ou seja, lá o que ela acredita ser. Esta crença pode geralmente vir acompanhada de muita culpa, devendo o cliente ser tratado totalmente a sua relação com este sentimento. Pode ser preciso desconstruir as sinapses de tudo que há em relação a esta crença e posteriormente fazer novas construções sinápticas. Temos que dar a sensação de igualdade e com cuidados para não transformar o sentimento em superioridade, isto que dizer que os dois pólos devem receber novos significados.
A neuroeducação possibilita que o ser humano possa expressar-se livremente levando-o a sua genialidade. O trabalho terapêutico individualizado com a neuroeducação tem como objetivo principal dar possibilidades para que o cliente possa se reorganizar em suas estruturas neurológicas, possibilitando que construções sinapticas sejam construídas ou organizadas a fim de fornecer ao cliente, meios eficazes para sua total funcionalidade cerebral.
Magna O. Melo
QUEM EDUCA QUEM? O livro “quem educa quem?” faz os educadores pararem para refletir sobre sua prática. A autora faz neste livro muitas criticas com relação a alguns aspectos da educação, como, a necessidade do diploma universitário, as aprendizagens fora da sala de aula, os erros no ensino de educação artística, e também com a postura dos professores. Fanny cita vários artigos e palestras, muitas vezes questionando as perguntas e experiências, melhor dizer a falta de experiência de professores, a descrença entre eles mesmos, o conteúdo extremamente desvinculado da vida humana e de outros conteúdos e a preocupação exagerada por parte das escolas e dos pais apenas com o vestibular, preocupação esta, já desde a educação infantil. Ajudar o aluno a ter novas experiências, sentindo prazer é muito importante, ela diz, só o aprendizado cognitivo não torna o ser humano feliz, há uma preocupação da autora com o primeiro da classe, que segundo ela, não vive a vida, o aluno deveria competir com ele mesmo, superar suas próprias deficiências e falhas, o primeiro da classe tende a aceitar tudo, não questiona, não tem chance de crescer como pessoa. Fanny pesquisou alunos a respeito das aulas de arte e diz que os alunos gostam mais das aulas de artes, pela liberdade de pensar e desenvolver as próprias idéias livremente fazendo porque gosta, enquanto nas aulas de classe só faz o que a professora manda evidentemente que não são todas as aulas de arte que as crianças gostam, mas foram colhidas respostas das próprias crianças o porque gostam de uma e de outra não. Quando a autora fala sobre como saem despreparados dos cursos superiores e além de tudo ganham tão mal que precisam ministrar muitas aulas para viver alem de tudo diz ela ganham tão mal que precisam ministrar muitas aulas para viver, sabemos muito bem do que ela está falando, pois é fácil comprovar isso, continuamos saindo despreparados. Mesmo o livro tendo sido escrito há tanto tempo, ainda nada mudou. Essa falta de preparação impede o professor de trabalhar o lado criativo do aluno, já este também não o tem, ficando evidente a preocupação apenas com o cognitivo. A escola também não fornece nenhum incentivo, atolando o professor com planejamentos elaborados antecipadamente, limitado e sem possibilidades de conquistas junto aos alunos, é impossível fazer um bom trabalho dessa maneira, não há ligação com o aluno. O educador deve saber o seu papel na história e valorizar isso, ter postura de educador onde quer que seja, ser um transformador de si e dos alunos, para que possam atuar na sociedade com criticidade e ter segurança ao ensinar. A escola é muito separada da vida, Fanny relata que em uma de suas palestras havia professores de educação artística que nunca tinham ido ao teatro, ou seja, os professores são despreparados em suas próprias funções e foram preparados por professores também mal preparados, ficando totalmente perdidos, não sabem o que é arte, nem como e o que ensinar, muito menos o que significa desenvolver a criatividade. Há uma incapacidade de despertar o interesse e a curiosidade tão importante para um aprendizado significativo da criança. O professor deveria estimular, o que hoje em dia é só teoria, que a criança traga conceitos de sua própria realidade, tornando o conhecimento em qualquer área muito mais amplo, tanto para o aluno quanto para o professo Em um dos capítulos ela aborda a respeito do visual das escolas, onde entrevista Madalena Freire e o artista plástico Valdir Sarubbi, os três têm a mesma opinião sobre como são decoradas as escolas, dizem que uma olhada e já se nota-se qual é a proposta da escola, e como a professora encara o processo educacional e quais os valores que estão em jogo. É importante que a sala não tenha tantos detalhes e que não atrapalhem o efeito visual na hora de expor um trabalho feito pelos alunos feita em sala de aula. As brincadeiras de rua, as cantigas de roda os brinquedos inventados e muitas vezes desinventados, segundo Fanny são brincadeiras educativas insubstituíveis, e que qualquer lugar bem aproveitado se torna educativo. Defende bem os aspectos sentimentais e as experiências pessoais, assim como deveríamos todos nos educadores fazer, mas teimamos em fingir que não entendemos isso e ainda insistir em conteúdos isolados. Os trabalhos produzidos pelas crianças na escola são muito importantes para elas, pois é a sua expressão, devendo ser levado pra casa e aceito pela família, ela tem necessidade de mostrá-lo, pois coloca neles parte de si e sente necessidade de expor, cabe a família entender este processo e recebê-los. A autora aborda um tema muito comum hoje em dia em projetos escolares que é o concurso dentro da escola, em que premia o melhor trabalho feito por alunos, segundo ela este tipo de premiação destina precocemente a criança a uma área especialista podendo bloquear manifestações posteriores, a criança deveria se expressar com liberdade, o educador deve saber respeitar e entender isso. Este capítulo é muito especial, devemos perceber o que podemos fazer com as crianças quando colocamos em nosso planejamento algo assim. O nome da escola é um atestado ideológico, diz a autora, há falta de imaginação na escolha do nome, muitas vezes infantilizando a escola mesmo quando já não é apenas uma escolinha infantil ou então nomes tão incompreensíveis para as crianças ou nomes que elas sentem vergonha em dizer onde estudam. No capítulo que trata a respeito dos mestres que contribuíram em sua formação, entrevista seus três grandes mestres que é Antônio Candido de Mello e Souza, João Vilanova Artigas e Paulo Freire, também falando de seus mestres. O relato de Paulo Freire é comovente, fala de como aprendeu com a fome, com os amigos, as namoradas, os alunos, a mulher, enfim, e diz que aprender a lidar com a liberdade e a autoridade é essencial à formação de qualquer educador. Os três têm em comum que seus primeiros mestres foram seus pais, a família tão comentada atualmente como ponte entre a escola e o aluno, os mestres têm também consciência de sua história, e valorizam a pesquisa. A necessidade dos diplomas, abordado no livro, nós nos deparamos com situações de pessoas muito bem em suas carreiras sem ter estudado em escola e outras em carreiras completamente diferentes das que se formaram, concluindo que na escola não há uma ligação com a vida afastando muitas vezes os estudantes que fogem dela,como alguns relataram, preferindo estudar sozinhos, ser autodidata. O que tem em comum entre essas pessoas, é que todas elas lêem muito e aprenderam com a experiência da vida. Ou seja, a experiência vivida ensina mais que a escola, e a leitura interessada na escolha que fez é muito mais abrangente, pois ensina conteúdo vinculado ao fazer útil, na hora em que a necessidade impõe, existindo uma ligação entre o aprender por prazer, por querer. A leitura deste livro nos remete a variadas sensações, ora nos faz sentir raiva, ora prazer, muitas vezes descrença na educação, nos professores e nas escolas, mas o maior recado da autora é a conscientização de como anda nossa prática e mudá-la se necessário. ABRAMOVICH, Fanny, quem educa quem?, Summus editorial. 9ºed. São Paulo. 1985.

Como controlar a emoção?

EMOÇÃO
A emoção está relacionada com a percepção que temos sobre a realidade e são construídas através de associações de idéias, pensamentos e sentimentos. Os pensamentos se originam no córtex cerebral produzindo substâncias químicas que geram informações sensoriais, identificadas pelo organismo como sentimentos que fica acomodado na rede neural e é ligado a outros conforme as idéias sobre os mesmos vão sendo construídas. A pessoa pode não saber por que tem tais sensações, mas toda vez que se a experimenta, o processo emocional envolvido se intensifica e se não ela consegue criar novos significados para as tais experiências e acaba se viciando nas sensações. As pessoas quando dominam suas emoções podem ser prejudicadas e pagar um preço alto pelo analfabetismo emocional.
Muitos problemas podem ser evitados com um uso mais adequado das emoções. Este domínio acontece quando várias opções de emoções estão disponíveis e as escolhemos de maneira consciente. A saúde mental depende de aprendizado emocional, pois muitos estão relacionados com a organização dos sentimentos. Se a pessoa não consegue por si mesma fazer a mudança e isto a a limita sua qualidade de vida, ela deve procurar ajuda.
Em relação às crianças, quando os adultos respeitam os seus sentimentos e conversam com elas a respeito deles, sejam positivos ou negativos, ocorre um fortalecimento da auto-estima da criança e faz com que se ela se sinta valorizada. A escola também deve se lançar ao desafio de uma educação também na área emocional, a fim de ajudar a desenvolver em cada aluno os princípios dos valores morais e éticos.
Magna O Melo. Livro: “O cérebro que aprende” cap.6- ed. Allprint, São Paulo: 2008. Mais informações Ou comprar o livro: e mail; neuroeducacaomagnamelo@yahoo.com.br

TDAH

Sistema Educacional e o Aluno com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)
O sistema de ensino atualmente tenta manter um padrão entre os alunos e espera que todos eles correspondam da mesma maneira. Quando um aluno é diferente ou tem um ritmo de aprendizado diferente é considerado aluno problema ou com dificuldades de aprendizado. Segundo Condemarín et. al (2006) é muito importante que no sistema educacional haja adequação às necessidades dos alunos para possibilitar tanto o seu desenvolvimento psicossocial, quanto à realizar novas aprendizagens. O comportamento e o aprendizado do ser humano estão relacionados a processos neurais específicos e o processo de comunicação entre os neurônios influencia diretamente o comportamento e o aprendizado. Aprender novas habilidades significa reestruturar fisicamente o cérebro, mexendo na forma de como o cérebro funciona. Algumas crianças não têm exatamente o que podemos chamar de problemas de aprendizagem, mas seu ritmo de aprendizagem necessita mais da ajuda do professor do que a outra criança, de uma estratégia diferente para aprender ou ainda falta amadurecimento cerebral. o processo de maturação começa na parte posterior do cérebro até chegar à parte frontal e a última área que está madura (mielinizadas) será a região frontal do cérebro. Esta região que é a responsável pela capacidade de concentração, de percepção e de alternar o foco entre diferentes tarefas, como, organizar, planejar manter a atenção e o autocontrole, pela linguagem e pelo pensamento sofisticado. Tais faculdades só adquiridas com a experiência. Este processo indica que cada criança tem seu tempo de maturação e cada cérebro tem sua própria forma de funcionar, o pode justificar certas dificuldades na aprendizagem em algumas fases da vida da criança. Devem ser respeitados os processos de maturação no cérebro para que a construção dos circuitos neurais tenha condição de fazer da melhor maneira possível. Isso requer uma diferenciação na aprendizagem, pois tal processo é muito subjetivo, único em cada individuo, seu tempo de aprendizagem precisa ser levado em consideração sempre. Da infância até a vida adulta, à medida que nosso cérebro amadurece a precisão das conexões entre as regiões também vai evoluindo e a qualidade destas conexões pode determinar a probabilidade, no entanto a influência externa influencia em uma maturação mais eficiente ou não.
A criança com problemas de atenção sofre muito na escola, segundo Benczik (2002), e este problema tem aumentado nos últimos vinte anos, pois para um bom desempenho escolar do aluno, ele depende cada vez mais da atenção e concentração por tempos cada vez mais longos, assim como ficar horas sentada na cadeira. Temos que reconhecer a mecânica do nosso sistema educacional e os motivos pelos quais os alunos não conseguem satisfazer as exigências propostas. Segundo a ABDA, (2006) os médicos dizem que é importante diferenciar "dificuldades em se adaptar a um sistema educacional" de "impossibilidade de aprendizagem". Crianças com TDAH, por exemplo, têm inteligência e capacidade de aprendizado igual à de uma outra criança e são bastante criativas, no entanto é preciso dar chance para que ela se desenvolva e observar as suas deficiências.
O sistema social tem regras que dita o que às pessoas devem ou não devem fazer e como devem se comportar, tanto o ambiente escolar quanto o ambiente familiar tem suas próprias regras estando ou não de acordo uma com a outra. No caso de crianças com TDAH Condemarín et. al (2006) diz que as percepções dos limites devem ser apoiadas e repetidas muito mais do que com as outras crianças. As crianças comparam as regras da família com as da escola e se são muito diferentes ficam extremamente difícil para elas compreendê-las. É preciso uma relação estreita entre a escola e a família e principalmente com o professor, não pode haver de forma alguma contradições entre eles. Deve haver uma sólida união para o mesmo fim que é ajudar a criança com dificuldades.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

lançamento do livro


DIFICULDADE DE LEITURA

Dislexia
Daniel da 7ª serie sabe que vão pedir a classe para ler em voz alta uma peça que estão fazendo as dez hora. Quando faltam 15 para as 10, ele começa a jogar bolinhas de papel no colega de classe. É só uma questão de tempo até que a professora perceba o seu comportamento e o mande para sentar lá fora. Desta vez Daniel venceu, ele se livrou de ler em voz alta na frente dos colegas.
                  Embora os colegas saibam que ele tem um transtorno de aprendizagem, não tem sabem o suficiente para não zombarem dele.            Frequentemente a criança com dislexia se vê em situações nas quais as pessoas a sua volta não sabem de seu problema, então pode decidir manter em segredo por vergonha, embaraçada ou anormal e isso provoca uma tremenda pressão sobre a criança, que fica com medo de ser descoberta. Pode sentir que a única solução é evitar situações em que possa ser descoberta. Fugindo de grupos teatrais, faltar muito à aula, inventar uma doença quando tem uma prova, sair do parque quando as crianças estão pulando corda ou jogando bola. O adulto dislexo também costuma evitar situações para evitar que seu segredo seja descoberto.
Muitas vezes os pais não entendem esses como medos são reais e que deve percorrer com seu filho e precisa também compreender esta sensibilidade do seu filho quanto a não quere que saibam do “problema”. Vamos imaginar; você tem medo de ir até ao supermercado e preencher um cheque para pagar a conta? Tem medo de ir até a outra cidade dirigindo e encontrar um endereço? Tem medo de preencher um formulário no consultório médico? Tem medo de seguir direções para chegar a uma loja?
Normalmente responderemos que “não, é claro que não”, no entanto o autor do livro “A vida secreta da criança com dislexia”, Robert Frank, que é dislexo, garante que muitas destas situações são assustadoras para ele, mesmo sendo ele um PHD, algumas coisas são muito complicadas. Ele diz que quando um bairro é muito distante ele tem medo de não encontrar o caminho de volta.
Nesta situação se você é adulto pede ajuda, mas e a criança que não está preparada? Investigue se seu filho tem medo de andar de bicicleta, jogar jogos de tabuleiro, ler em voz alta. Talvez a criança tenha medo de ler em voz alta não somente por medo de parecer estúpida, mas também por ser descoberta, muitos de nós não gostamos que outras pessoas saibam coisas ruim a nosso respeito.
Este medo é irreal, ninguém vai perder nada se for descoberto, mas a carga emocional é muito grande para a criança e para ela este medo é real, como uma nuvem negra. O medo pode ser muito mais incapacitante do que a dislexia em si. Temos que ajudar a descobrir estratégias e que a manter uma atitude positiva. Estimule o seu filho a falar sobre seu medos e aflições, e faça o saber que você não vai rir dele, lembre –se que para você pode ser fantasioso, mas para ela é muito real. Nunca diga para ele não se preocupar e que ele vai se sair bem, em vez disso escute-o e fale sobre estratégias e maneiras de lidar com novas situações. Faça o saber que ele pode vir falar com você a qualquer momento sobre o que o está perturbando. Com seu apoio e estímulo será mais fácil. Assunto: A vida secreta da criança com dislexia –Robert Frank – ED.M. Books

Fish Time